A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 12/01/2021

O Plano de Metas, desenvolvido por Juscelino Kubitschek, visava um desenvolvimento exponencial do Brasil na década de 50. Entretanto, a falta de medidas governamentais ao que tange a mobilidade urbano junto à adoção de uma cultura vendida pela indústria, refletiu de forma negativa na dinâmica de transportes, o que acarretou além de congestionamentos, limitações no fluxo de pessoas no país. Diante dessa perspectiva, cabe analisar os fatores que contribuem a esse quadro e suas consequências.

Vale ressaltar, em primeiro plano, que a precariedade de investimentos governamentais seja em serviços de meios de transporte, seja em conscientização social, são fatores determinantes para a permanência da dificuldade na locomoção humana, uma vez que os governantes atendem aos anseios sociais e grande parte da população não exige uma mudança a esse cenário. Sob esse viés, consoante Aristóteles no livro “ Ética e Nacômico”, a política serve para garantir o bem estar do cidadão, logo verifica-se deturpada essa ideologia, a medida que o Estado não cumpre sua função de ofertar serviços de transporte público de modo eficiente a sociedade, esses que poderiam substituir os veículos que são maiores ocupadores por pessoa no trânsito.

Por conseguinte, é notório uma adoção de uma cultura social que atua como empecilho na utilização de transportes que corroboram para uma melhor mobilidade urbana. Nesse sentido, segundo a teoria do Habitus do filósofo Pierre Bourdieu, o corpo social apresenta padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente reproduzidos. Desse modo, ao Brasil estar imerso a introdução de empresas automobilísticas na década de 60, foi naturalizado a utilização, principalmente, de carros no país que em seguida tornaram-se como parte cultural de aquisição de um cidadão. Contudo uma mudança de valores é fundamental para transpor barreiras a uma melhor dinâmica de transporte urbano.

Conforme informações supracitadas, ficam evidentes problemáticas a mobilidade urbana brasileira, sendo necessário intervenções. Logo, o Ministério da Infraestrutura deve, através de verbas governamentais, realizar investimentos na melhoria da qualidade em transportes públicos buscando maiores frotas e estruturas, a fim de que mais cidadãos passem a adotar meios coletivos de transporte do que os individuais, assim, diminuindo o congestionamento urbano. Outrossim, o Ministério Público, através de companhas de conscientização, enfatizar a deficiência na dinâmica urbana de locomoção ocasionada por grandes veículos, com o intuito reduzir o número desses em circulação e melhorar a mobilidade em áreas urbanas