A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/01/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito ao transporte como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, no Brasil pode-se notar uma expansiva crise na mobilidade urbana, causada precipuamente pelo precário planejamento de trânsito e a falta de bons transportes públicos.
Mormente, é válido ressaltar que a principal causa da má elaboração do trânsito é que a mesma não leva em consideração a quantidade de carros existentes no Estado, o que causa congestionamentos nas avenidas e ruas. Usando como exemplo a cidade de Campinas, conforme um relatório feito pela prefeitura do município, em questão de oito anos, o tráfego deve entrar em colapso caso o mesmo não passe por adaptações. Considerando a enorme importância da economia do Estado de São Paulo pro Brasil, essa é uma situação incabível e deve ser evitada.
Ademais, a precariedade do sistema de transporte público é um empecilho que tem grande peso na situação da crise, afinal, pela baixa qualidade do serviço, há uma alta demanda pelo veículo individual, impactando, portanto, a quantidade de veículos circulando nas ruas. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBOPE, cerca de 4 a cada 5 dos entrevistados (83%) afirmaram, com certeza, que deixariam de usar carro com frequência se algum transporte público suprisse suas necessidades, mas pelo déficit desse setor, muitos não dão o braço a torcer.
Em síntese, é evidente que tais questões devem ser tratadas para uma melhora na mobilidade urbana brasileira. Logo, com auxílio do Ministério da Infraestrutura, é de fulcral importância que sejam feitas mais faixas esclusivas para ônibus, poupando tempo. Além disso, devem ser feitos mais investimentos em formas alternativas de transporte público como, por exemplo, os BRT’s, diminuindo assim a quantidade de veículos no trânsito e, portanto, facilitando o ir e vir das pessoas.