A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/01/2021

O presidente Juscelino K. é conhecido por sua campanha desenvolvimentista, que prometia o progresso de 50 anos em 5. Para tanto, uma complexa malha rodoviária foi arquitetada para interligar o Brasil, suas regiões, cidades e bairros. No entanto, a qualidade desse transporte não se continuou até o presente. Assim, cabe ao governo contemporâneo, a solução de problemas como o aumento no número de acidentes e da poluição atmosférica.

Em primeiro lugar, o desinteresse estatal por uma positiva mobilidade urbana coloca a vida dos motoristas em risco. De fato, de acordo com O Ministério da Saúde, acidentes no trânsito são a terceira maior causa de mortes no país. Nesse sentido, a falta de qualidade no transporte público desestimula os brasileiros a usar tais meios de movimentação, e o veículo pessoal é preferido. Dessa forma, a circulação de automóveis inevitavelmente aumenta, e é acompanhada pelo número de acidentes.

Outrossim, a vida dos motoristas e passageiros não é a única ameaçada pelo crescente número de veículos nas rodovias, mas também a da população em geral. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 7 milhões de pessoas morrem todos os anos por problemas respiratórios causados pelos poluentes atmosféricos oriundos dos meios de transporte contemporâneos. Sob a óptica de Aristóteles, “o importante não é viver, mas viver bem”. Porém, a ausência de resolução, por parte dos governantes brasileiros, da problemática da mobilidade urbana, não permite que nenhuma das duas alternativas se concretize.

Portanto, é mister que o Estado se posicione a fim de garantir o desenvolvimento pretendido por Kubitschek, e para que este perdure pelos próximos 50 anos. Nesse prospecto, urge-se que o Ministério do Transporte invista, por meio de verbas disponibilizadas pelo Poder Executivo, na reforma do atual sistema rodoviário, bem como na criação de meios alternativos de transporte, como o metrô, nas grandes cidades. Ademais, o governo pode buscar outras medidas, como a instituição de um sistema de rodízio, em que cada cidadão usa seu carro em determinados dias da semana, ou a taxação dos poluentes liberados. Dessa maneira, a partir da adesão da população aos transportes públicos, uma diminuição dos veículos circulantes permitirá um futuro com menos trânsito e poluição atmosférica, e, logo, com mais vida.