A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/01/2021
Durante o governo de Juscelino Kubitschek houve um intenso investimento no sistema rodoviário e na indústria automobilística. Com o passar dos anos, esse panorama intensificou-se proporcionalmente ao crescimento populacional, fato esse, contribuinte para a atual problemática da mobilidade urbana, que dificulta o total acesso do direito de ir e vir dos cidadãos. Assim, faz-se imprescindível o debate acerca das causas que perpetuam tal conjuntura.
Em primeira análise, vale destacar o sucateamento dos transportes públicos como fomentador da crise da mobilidade. Uma vez que, as empresas responsáveis pelo transporte coletivo seguem a ótica do capitalismo noticiado pelo filósofo alemão, Karl Marx, à qual, os lucros são priorizados em detrimento aos valores. Dessa forma, é notório que a falta de fornecimento de serviços básicos, como ar-condicionado e limpeza adequada corrobora a maior preferência da população pelo transporte individual, visto que, há maior comodidade e flexibilidade.
Em segunda análise, é primordial destacar também, a ausência de planejamento das cidades para comportar a enorme massa urbana. À medida que, o processo de industrialização no Brasil- desenvolvido de maneira evidente no mandato de Getúlio Vargas- provocou uma acelerada migração para as cidades. Nesse viés, torna-se necessário o desenvolvimento de um sistema de intermodal, tal como, a criação de ciclovias seguras e aumento da malha ferroviária, com o intuito de diminuir a frota de carros nas estradas.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para diminuir a crise da mobilidade urbana. Logo, é dever do Governo Federal em parceria com as esferas públicas fiscalizem, por meio de vistorias regulares, a infraestrutura da frota circulante dos transportes públicos a fim de que se tornem um meio mais atrativo e eficiente para a população, com garantias de segurança. Desse modo,o número de carros poderá diminuir gradativamente e, assim, existir uma população mais sustentável.