A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 02/01/2021

A partir da década de 50, com o governo de Juscelino Kubitschek, o Brasil aderiu à cultura do automobilismo, com a abertura de rodovias e a maior popularização do carro. Entretando, mesmo que no passado tal postura tenha propiciado o desenvolvimento do país, na atualidade contribui diretamente para a crescente crise na mobilidade urbana. Isso se deve, principalmente, à omissão estatal e à deificação do automóvel.

Nesse sentido, é fundamental ressaltar o descaso do governo como um fator, intimamente, ligado à crescente crise na mobilidade urbana no Brasil. Desse modo, de forma geral, o Estado brasileiro se comporta de forma semelhante ao proposto pelo sociológo Karl Marx, uma vez que garante apenas os interesses do donos dos meio de produção. Assim, na questão do transporte coletivo, essencial para reduzir os impasses na mobilidade, a prioridade dos governos é, na maioria das vezes, a empresa que terá a concessão em detrimento dosmefeitos para a sociedade. Portanto, ao ignorar quesitos como a qualidade dos veículos e o preço justo da passagem, a mobilidade urbana é, extremamente, prejudicada, pois o transporte público (melhor solução para reduzir o número de veículos individuais das vias), não se mostra atrativo e eficiente para a população.

Ademais, é de extrema importância salientar a exaltação do automóvel como um aspecto que contribui, significavamente, para o impasse da mobilidade urbana no país. Dessa forma, a valorização da máquina, comum desde a Primeira Revolução Industrial, está presente no carro, o que torna sua aquisição o “sonho” de inúmeras pessoas, especialmente no Brasil, tendo em vista a precariedade do transporte público. Dessa maneira, a problemática realidade da mobilidade urbana no país é marcada por um elevado número de veículos que transportam apenas um indivíduo.

Logo, cabe ao Poder Público cumprir seu real papel, garantir o interesse da sociedade, por meio da concessão adequada do transporte público, analisando o melhor custo benefíco, a fim de obter melhores frotas de veículos e estimular o uso desse tipo de transporte, reduzindo o impasse da mobilidade urbana. Além disso, é função Estado promover campanhar, por meio das redes sociais, a exemplo o Instagram e o Facebook, com o intuito de conscientizar a população acerca da importância do transporte coletivo e reduzir o culto ao automóvel, para melhorar a mobilidade urbana no Brasil.