A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 31/12/2020
A matéria “Mobilidade urbana”, produzida pela Globo News, mostrou a realidade de centros urbanos de tráfego intenso no mundo, entre eles México, Nova Iorque e Bogotá, demonstrando algumas medidas tomadas para melhorar a mobilidade nestes locais. Da mesma maneira, o Brasil tem enfrentado uma séria crise na mobilidade urbana acarretando em grande estresse e ansiedade para os moradores, principalmente por conta do atraso causado, e uma poluição desenfreada, posto que há como princiapais desafios a má qualidade do transporte coletivo e a baixa diversificação de modais.
Em primeiro lugar, a má qualidade dos transportes coletivos colabora significativamente para o aumento do número de automóveis em tráfego, uma vez que os cidadãos se esforçam para arcar com a compra e gastos de carros e motos para evitar circular em ônibus e metrôs, os quais são tidos como sinônimo de desconforto.Dessa forma, o acentuado número de veículos circulando inviabiliza um trânsito eficiente. Para exemplificar, segundo uma pesquisa divulgada pela CET, Companhia de Engenharia de Tráfego, em 2018, mostrou que São Paulo tem cerca de 7,4 carros pra cada 10 habitantes, demonstrando a alta circulação de veículos na cidade.
Além disso, dados divulgados pelo jornal O Globo, em 2019, mostrou que 58% do transporte de cargas e pessoas no Brasil é feito por modal rodoviário. Nesse sentido, a baixa diversificação de modais no país acarreta na sobrecarga do trânsito brasileiro, sendo que a presença de caminhões, carretas, ônibus interestaduais, entre outros, infla ainda mais os centros urbanos brasileiros e intensifica a poluição.
Portanto, medidas são necessárias para coibir esta intempérie. Assim, cabe ao Governo incentivar o transporte coletivo por meio da união entre estados, municípios e empresas privadas para efetivar melhorias nas linhas de ônibus e ampliar as linhas de metrô, instalando ar condicionado nas linhas, aumentando horários e trajetos para evitar superlotação, entre outros, com o objetivo de reduzir o número de automóveis particulares em tráfego cotidianamente. Além disso, o Estado deve fomentar projetos como o do Banco Itaú, o qual aluga bicletas por preços baixos em diversos pontos em cidades brasileiras , aumentando a utilização de transportes sustentáveis.