A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 05/12/2020
Desde a sua criação em 1886, o carro se tornou um elemento indispensável para muitos. Porém, atualmente, esse mesmo automóvel contribui para a crescente crise na mobilidade urbana, que se caracteriza como um desafio na sociedade contemporânea. Pode-se dizer, então, que a principal causa desse problema é a baixa qualidade na infraestrutura de outros modais, tendo como consequência os grandes congestionamentos. Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de investimentos em outros modais – como bicicletas e ônibus públicos. Esse fator é um dos agravantes do problema pois com a ausência da qualidade, muitos optam pelo uso indiscriminado do carro, que supostamente seria o modal mais rápido e acessível. Em comprovação, de acordo com dados do Observatório de Metrópoles, o numero de carros aumentou em 136% de 2002 a 2012. Portanto, a falta de qualidade em outros modais faz com que a crise na mobilidade urbana se amplie.
Por conseguinte, os congestionamentos são um dos sintomas do quadro por conta do grande número de carros, visto que o uso dos outros modais ainda encontra- se em uma situação inviável - pela falta de investimentos e qualidade - para muitas cidades. Com isso, tornam-se constantes problemas com lentidão e engarrafamentos. Segundo o mesmo órgão, um paulistano fica em média 45 dias do ano no trânsito, confirmando, então, a relação entre congestionamentos e a crise na mobilidade.
Destarte, são necessárias medidas capazes de mitigar esse impasse. Urge que o Ministério da Infraestrutura, por meio de verbas e parcerias com os Governos Estaduais, invista na melhoria das qualidades e eficiências de outros meios de transporte – como novas ciclovias e transportes públicos, tendo como exemplo a Holanda, que é considerada como país das bicicletas. Essa proposta tem como finalidade incentivar o uso de outros modais, para que o deslocamento de pessoas pela cidade seja otimizado.