A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/12/2020
Desencadeada no fim do século XIX, a Segunda Revolução Industrial proporcionou avanços em diversos eixos, sobretudo nos meios de transportes com o surgimento do automóvel. Todavia, com o passar dos anos e a maior facilidade do cidadão obter um veículo, a crise na mobilidade urbana se tornou presente nas grandes cidades e cada vez só aumenta. Isso se evidencia como um problema no tecido social brasileiro e persiste não só por conta das péssimas condições do transporte público, como também pela ausência de ciclovias.
Mormente é válido ressaltar a baixa qualidade dos ônibus disponíveis para os cidadãos. Nessa perspectiva, muitas pessoas optam por terem um próprio veículo devido ao precário serviço prestado pelos transportes coletivos, que, em diversos dos casos, não oferecem segurança, atrasam e são extremamente apertados em razão de não serem suficientes para toda a população das grandes cidades. Segundo Friedrich Hegel, filósofo alemão, o Estado deve proteger seus filhos. Logo, é evidente que o Governo, no que se refere à crise da mobilidade urbana no Brasil, negligencia a problemática e não cumpre com o seu dever de proteção para com o cidadão e é inadmissível a persistência desse cenário.
Outrossim, é fundamental destacar a ausência de ciclovias em diversas ruas das cidades como impulsionador do problema. Nesse sentido, pessoas preferem não usar esse meio de locomoção por medo da ocorrência de acidentes devido ao grande número de veículos nas ruas, que, em diversos casos, motoristas não respeitam os ciclistas. Segundo George Bernard Shaw, dramaturgo irlandês, é impossível progredir sem mudança. Destarte, é de suma importância um maior investimento nessa área, tendo em vista que, se medidas não forem tomadas, casos de congestionamento se tornarão ainda mais frequentes e a crise na mobilidade urbana no país irá piorar consideravelmente.
Urge, portanto, que o Ministério da Infraestrutura, órgão responsável pelas políticas do trânsito no país, por meio de verbas oferecidas pela Receita Federal, fornecer maior disponibilidade de ônibus nas diversas regiões das grandes cidades, tais veículos devem promover conforto e segurança para os passageiros e possibilitar assento para todos, com o fito de favorecer toda a população e instiga-la a usar mais esse meio de transporte e, dessa forma, facilitar o tráfego de veículo nas ruas. Ademais, deve desenvolver projetos de extensão dos asfaltos, com a criação de ciclovias, com o objetivo de desenvolver uma maior acessibilidade para os diversos meios de locomoção. Espera-se, com isso, a atenuação da problemática, além de uma sociedade mais justa e organizada que desfrute dos bens fornecidos pela Segunda Revolução Industrial de forma mais eficiente.