A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/11/2020
Rápida, concentrada e desorganizada. Essas são as características do processo de urbanização de países que ainda não alcançaram o desenvolvimento, como Brasil. Nessas nações, o êxodo rural resultou no inchaço urbano dos grandes centros, que hoje são marcados pela macrocefalia das cidades, onde os principais problemas é o trânsito congestionado.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que o problema se deve, em muito, a falta de projetos governamentais que aproveitem o potencial portuário que o Brasil possui. Por essa razão, caminhões e carretas que ocupam as rodovias diariamente, causando superlotação do sistema, para transportar insumos, que se fossem escoltados por via marítima, além de amenizar impasse, demandaria menos dinheiro dos cofres públicos para manutenção das ruas. Esses e outros motivos, também causadas por falhas dos governantes, fazem com que o país não saia da posição emergente.
Paralelamente à isso, a população, com seu individualismo social e ideal de ter o carro próprio como “status” de vida, contribui para o bastante para o agravamento do caos. Tal cenário, junto à falta de leis que protejam ciclistas, acarreta diretamente na diminuição do uso de veículos sustentáveis, como bicicletas ou até mesmo de serviços mais “coletivizados” como o aplicativo “Uber” que tem a opção de trajeto compartilhado. Diferentemente da realidade brasileira, a Holanda se destaca: lá (o destino que os ventos levam toda a população europeia) a bicicleta se transformou em cultura e prioridade para o povo.
Destarte, para amenizar a crise na mobilidade urbana no Brasil, urge que o Governo Federal financie a criação de portos no litoral do país, por meio de verbas públicas vindas de impostos relacionados ao trânsito. Além disso, o mesmo órgão devem investir em aplicativos que promovam transporte coletivo, além de criar projetos de leis que protejam os ciclistas nas rodovias. Por fim, a população deve acabar com estigmas sociais que bens materiais demonstram poder financeiro, assim, o país poderá, um dia, deixar de ser emergente e alcançar o concreto desenvolvimento.