A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 26/11/2020

O governo de Juscelino Kubitschek, conhecido pelo seu lema “50 anos em 5”, promoveu a construção e melhoria de rodovias no território nacional, sendo essa uma forma de incentivar a instalação de grandes empresas automobilísticas estrangeiras no Brasil. Consequentemente, o desenvolvimentismo de JK resultou em um processo desordenado de urbanização no país, responsável pela atual crise na mobilidade urbana brasileira que, devido a consolidação de uma cultura consumista após e durante o fenômeno da globalização, está crescendo gradualmente, colocando a qualidade de vida da população em risco.

Primeiramente, o êxodo rural e a superlotação dos centros urbanos tem forte relação. A euforia gerada pela grande oferta de empregos dentro das fábricas sucedeu em uma rápida ocupação das cidades por aqueles que buscavam uma vida melhor, a maioria eram trabalhadores do campo que perderam os seus empregos, por serem substituídos por máquinas, originando assim, uma macrocefalia urbana, fenômeno em que a população é maior que a estrutura oferecida, o que gera diversos problemas como o congestionamento, segregação espacial, favelização e falta de moradia.

O aumento do volume do tráfego é um reflexo do consumismo, uma vez que os veículos tornaram-se um símbolo de ascensão social.  Esse pensamento se manifesta no estabelecimento de uma cultura em que o carro é uma forma de distinção entre pobres e ricos dentro de uma sociedade hierarquizada, resultando em uma baixa eficiência do uso do espaço urbano.

Em virtude do que foi mencionado, mudanças são necessárias. Portanto, para reverter a crise em questão, causada pelo alto volume do tráfego, cabe ao Ministério da Infraestrutura, criar campanhas que incentivem o uso de transportes coletivos, melhorando suas condições, pois muitos deles estão em estado de abandono, o que desestimularia o uso de veículos individuais,  resolvendo assim esse problema.