A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 25/11/2020
As grandes metrópoles brasileiras, em sua maioria, possuem uma enorme rede de metrôs e trens. Entretanto, ainda que esse meio de locomoção comporte grande número de usuários, reduzindo o fluxo de automóveis, a crescente crise da mobilidade urbana, no Brasil, permanece sendo um grave problema.
Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFEVA), a venda de carros no país subiu 12,1% no último ano. Esse acréscimo simboliza a sólida relação entre moradores da zona urbana e o automóvel, visto que o deslocamento por esse tipo de veículo é a principal forma que os cidadãos encontraram de exercer o direito de ir e vir.
Nesse sentido, vale ressaltar que a escolha por esse tipo de condução acontece devido à falta de uma alternativa de transporte público rápido e confortável, juntamente à escassez de vias cicláveis seguras. Dessa maneira, o aumento dos congestionamentos e do índice de acidentes no trânsito, são consequências potencializadas pela limitação do fluxo de tráfego.
Em suma, é evidente que a mobilidade urbana brasileira está em crise e representa um impasse para o bem estar da sociedade. Dito isso, cabe ao Governo Municipal, através de verbas do munícipio, investir fortemente na infraestrutura das vias públicas promovendo a ampliação de faixas exclusivas para ônibus e também a criação de ciclovias. Assim, a diminuição da massa de carros e motocicletas nas ruas será efetiva, gerando uma maior capacidade de movimentação nas regiões centrais e proporcionando agilidade nas tarefas populacionais diárias.