A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 25/11/2020
Atrasos. Estresse. Ansiedade. Insegurança. Essas são constantes que acompanham a rotina dos brasileiros. Nesse contexto, muito se discute acerca da superlotação de automóveis privados nas rodovias, que por conseguinte acabam causando poluições desnecessárias e prejuízos econômicos, sociais. Essa problemática ocorre devido à péssima estrutura dos transportes públicos e à falta de segurança para os pedestres e ciclistas. Assim, torna-se essencial a adoção de medidas capazes de facilitar a mobilidade urbana.
Em primeira análise, é importante destacar que, em função da péssima estrutura do transporte público, os indivíduos são incentivados a utilizarem carros particulares a fim de um conforto maior e pontualidade no trabalho, visto que há muito desemprego devido inflexibilidade de horário nas empresas. Diante disso, a reportagem “Mobilidade Urbana”, feita pela Globonews, apresenta medidas que tornaram Bogotá referência mundial em soluções para o trânsito. Desse modo, tomando a reportagem como base, o governo estadual emerge como importante agente da socialização, já que para a solução, medidas como a redução de vagas de estacionamento no centro da cidade e aumento do valor do estacionamento devem ser tomadas inspiradas no governo de Enrique Boñolosa, em Bogotá.
Cabe mencionar, em segunda análise, que a ausência de segurança para os pedestres e ciclistas agrava ainda mais a questão da infausta mobilidade urbana. Nessa perspectiva, é notório que a falta de iluminação nas ruas e a ausência de ciclovias produz um desconforto ainda maior nos indivíduos. Dessa forma, a ineficácia na fiscalização de ordenamento jurídico que regulamenta a segurança, contribui para a manutenção do quadro negativo.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o problema atual. É necessário que ocorra uma parceria entre o governo federal, estadual, municipal e empresas para a ampliação das linhas de trem e metrô, para que haja uma qualidade no transporte coletivo de acordo com a expectativa dos indivíduos. Outrossim, a criação de ciclovias, o aumento das calçadas e a iluminação das ruas com o intuito de garantir a população que é seguro andar à pé ou com outros modais como bicicleta, patinete e patins. Ademais, a flexibilização dos horários de entrada e saída do trabalho é uma estratégia interessante, visto que diminuiria o congestionamento no momento do “rush”. Feito isso, o Brasil poderá garantir a plena circulação da população nas rodovias e a poluição causada pelos automóveis irá consequentemente diminuir.