A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 13/11/2020

No filme animado “Carros”, é relatado uma sociedade utópica composta apenas por carros. No entanto, essa sociedade ficcional relatada no filme pode ser vista como uma crítica à sociedade atual, e o Brasil é bastante afetado devido a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Dessa forma, entende-se que o aumento do uso de automóveis, bem como, o a precária condição dos transportes públicos, apresentam-se como entraves para a resolução dessa problema.

Primeiramente, vale ressaltar que o aumento do número de automóveis nas cidades têm diminuído a mobilidade urbana. De acordo com a CET - Companhia de Engenharia de Tráfego - em 2017, a cidade de São Paulo registrou um recorde de congestionamento, cerca de 309 Km de lentidão. Entretanto, não é apenas em São Paulo que esse problema é recorrente, casos de congestionamento são vistos em todas grandes metrópoles do país. Consequentemente, esses congestionamentos provocados pelo aumento de carros circulando têm dificultado o fluxo de pessoas nas grandes cidades.

Além disso, outros aspectos importantes acerca dessa problemática são a superlotação e a falta de conforto dentro de transportes públicos. Segundo uma pesquisa online do Movimento Tarifa Zero, cerca de 93% dos usuários de ônibus coletivo reclamaram da superlotação desse transporte público. Assim sendo, se torna evidente que a mobilidade urbana é imensamente afetada pelas condições dos transportes púbicos, uma vez que, esses meios de transportes são fundamentais para a locomoção de trabalhadores dentro das cidades.

Pode-se inferir, portanto, que medidas devem ser tomadas. Isso posto, o Ministério da Infraestrutura, deve melhorar as condições dos transportes públicos. Por meio de alocação de recursos e verbas para aumentar a quantidade de ônibus; metrôs e trens circulando nas cidades, com a finalidade de amenizar a superlotação. Com medidas como essas, espera-se que a população tenha mais facilidade de locomoção nas suas cidades.