A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 13/11/2020

O exponencial êxodo rural, no Brasil, desenvolveu-se fortemente a partir de meados do século XX, o que ocasionou um crescente aumento da população nas metrópoles. Entretanto, as localidades urbanas que receberam esses migrantes internos, não estavam preparadas para suportar tal demanda, por conseguinte, surgiu uma enorme problemática para as grandes cidades: a crise na mobilidade urbana. Assim sendo, faz-se relevante abordar as ocorrências que foram vetores para o início do problema, bem como ressaltar a escassez de ações para solucionar essa adversidade.

Em primeira análise, é importante dissertar que devido a situação inesperada à que os órgãos públicos foram expostos, simultaneamente com o despreparo para sanar tais obstáculos, remotas foram as soluções criadas para melhorar as plantas dos grandes centros. A fim de comprovar o que foi dito, pode-se buscar um conceito geográfico denominado inchaço urbano, já que com ele evidencia-se o grave problema socioespacial causado pela adição abrupta de cidadãos em uma área urbana. Nessa conjuntura, justifica-se a ausência de políticas públicas que buscar-se-iam adequar a distribuição populacional, visto que ao estabelecerem-se em um território livre e construir alocações, os trâmites burocráticos e a Constituição Federal impossibilitam a retirada dessas multidões desses espaços.

Em segunda análise, transfigura-se imprescindível dissertar sobre a origem causadora dos dilemas na locomoção interna dos indivíduos. Diante desse contexto, o principal fator que deve-se ser citado é a Revolução Industrial, presenciada no Brasil a partir de 1930. Por consequência dessa época é que nasceram as enormes aglomerações, haja visto que os trabalhadores rurais migraram para as cidades em busca de trabalho nas novas fábricas instaladas no país. Em adição ao supracitado, torna-se essencial mencionar a falta de evolução nas malhas rodoviárias, como também a maior facilidade para aquisição de veículos - devido ao avanço nos financiamentos para as populações com menor renda. Assim sendo, esses elementos somados causaram um gravíssimo imbróglio para a mobilidade urbana.       Frente às discussões apresentadas, evidencia-se o necessário desenvolvimento infraestrutural nas metrópoles. Logo, é função do governo local - através da Secretaria de Obras - aperfeiçoar as ciclovias e transportes públicos por meio das verbas destinadas ao aprimoramento estrutural dos municípios, tal obra objetiva o melhoramento dos meios paralelos de deslocamento, reduzindo assim o tráfego de automóveis. Além disso, cabe a própria sociedade civil expandir a noção de coletividade, pois, dessa forma, ocorrerá uma maior procura por métodos secundários de movimentação, por consequência, evitar-se-á de piorar um crítico transtorno já existente. Em suma, após realizadas essas intervenções, colaborar-se-ia para a resolução de uma problemática, referente à mobilidade, advinda do êxodo rural.