A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 11/11/2020

Bagotá, a capital da Colômbia, é referência mundial em mobilidade urbana. Entretanto, essa não é a realidade do Brasil, uma vez que existem problemas como o fato de que as cidades brasileiras foram construídas para favorecer os carros e não os pedestres, e o culto ao carro, presente na sociedade contemporânea que contribuem para significativamente para que a crise de mobilidade urbana no brasil seja cada vez mais agravada.

Antes de tudo, é importante frisar que os problemas relacionados ao trânsito se desenvolveram ao longo da história do país. Visto que foi a partir dos governo de Juscelino Kubitschek com o Plano de Metas, conhecido como 50 anos em 5, que o transporte que antes era majoritariamente ferroviário, passou a ser rodoviário, devido aos intensos investimentos na construção de rodovias e o incentivo à população para que eles adquirissem carros. Contudo, a política do então presidente se tornou excludente, porque apenas uma parcela privilegiada da população conseguiu se adequar ao modelo rodoviarista imposto, enquanto a outra passou a ter apenas o transporte público como alternativa.

Além disso, um outro ponto a ser comentado é a respeito do culto ao carro existente nos dias atuais. Isso pode ser explicado por meio do conceito de Fetichismo de Mercadoria desenvolvido por Karl Marx, que diz que com o passar o tempo as mercadorias deixavam de ser apenas produtos e se tornavam objetos de adoração. Esse é o caso dos carros, por isso, hoje em dia possuir um é sinônimo de sucesso pessoal e “status”, fazendo com que exista uma necessidade de se comprar veículos, e, por consequência, haja um excesso deles nas ruas.

Enfim, cabe ao Governo Federal, Estadual e Municipal repensarem e modificarem a logística das cidades. Aumentando as calças e criando mais ciclovias, para que pedestres e ciclistas se sintam mais seguros, além de melhorar o transporte público fornecendo mais linhas e horários de ônibus e de metrô. A fim de que o uso de automóveis possa ser reduzido, e como efeito a mobilidade urbana brasileira melhore.