A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/11/2020

Na termodinâmica, entropia é uma grandeza que mensura a desordem de um sistema físico.Entretanto, análogo às Ciências da Natureza, no que tange ao crescimento de crises na mobilidade urbana, percebe-se também um problema entrópico, em razão do caos presente na questão.Nesse contexto, tem-se a configuração do caos na falta de legislação que vise  a eficiência e a acessibilidade do transporte urbano e do monopólio privado que controla o transporte impedindo de ter concorrência de mercado para se ter uma melhor eficacia do serviço.

É relevante abordar primeiramente, que a legislação que promove melhorias na mobilidade urbana e ineficiente, sendo assim, o fator que constitui o âmago da problemática apresentada.Entretanto, a Constituição Federal 1988, uma das mais conhecidas no Brasil, defende a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos.Entretanto, tal legislação se apresenta de forma frágil quando vista sob a perspectiva dos modais de transporte urbano.Desse modo, com uma lacuna legislativa, encontra-se também uma maior dificuldade em resolver tal empasse, sendo que, não se tem leis que priorizem a qualidade e o acesso a um meio de transporte eficiente, prático e acessível.

Além disso, cabe ressaltar a monopólio do meio de transporte por empresas privadas, aonde essas, oferecem um serviço de baixa qualidade e com pouca acessibilidade visando somente  o lucro, dentre as origens do problema supra referido.Segundo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, destaca o individualismo e a falta de empatia como cernes da sociedade atual.Nesse contexto, é possível observar como tais fatores destacados pelo filósofo possuem assiduidade na sociedade brasileira, tendo relação direta com o descaso com a crescente crise na  mobilidade urbana.Essa liquidez que percorre sobre a questão da adversidade que progride nos modais urbanos funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Para esse fim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da crescente crise da mobilidade urbana na sociedade brasileira.Dessarte, com o intuito de mitigar esse problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Infraestrutura, será revertido na criação de novas vias e meios de transporte, através de parcerias com empresas privadas, como, na criação de projetos que visem a eficacia e o acesso dos modais, por exemplo, a gênese de novos metrôs.Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da crescente crise urbana, dessa forma o Brasil poderá superar tal problema.