A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/11/2020

No final dos anos 50, houve o incentivo à expansão rodoviária promovida por Juscelino Kubitschek em seu governo. Desde então, o Brasil passa por uma valorização exacerbada do transporte privado, o carro, que se dominou um entrave na mobilidade urbana, uma vez que o excesso de veículos impede a fácil locomoção dos indivíduos. Desse modo, o enaltecimento deste veículo, ressalta a dispersa atenção financeira com o transporte público, recebendo pouco investimento. Assim, com essa estrutura de locomoção, coexiste a superlotação, dificultando a mobilidade urbana no Brasil.

Primeiramente, não é incomum observar cidadãos se endividando para obter um transporte individual, tanto para suprir a necessidade de deslocamento quanto para munir-se do “status’’ advindo de tal compra. A noção de luxo que paira no imaginário popular ainda tem muito a ver com as ideias proferidas no governo de JK perante o excessivo engrandecimento do transporte individual — fomentador da implementação das empresas automobilísticas no Brasil. Entretanto, seus resultados são vistos até os dias atuais, nos longos congestionamentos de horários de pico. De acordo com o jornal O Globo, os paulistanos gastam em média 45 dias do ano presos no trânsito, reiterando a diminuição da qualidade de vida proporcionada pela má mobilidade urbana.

Por conseguinte, a Organização Mundial de Saúde -OMS-, aponta que a saúde mental dos indivíduos é danificada -por conta da carga horária mediante ao trânsito, reproduzido em forma de estresse-. Além disso, sendo diretamente proporcional, o aumento do número de acidentes, provocados por este mal planejamento urbano e socioeconômico pelo governo atual, mas também agravada pela má administração do presidente JK.

Em via disto, é de suma importância de mitigar essa problemática. Por isso, as Secretarias dos Transportes Metropolitanos de cada estado devem ampliar a quantidade de linhas de metrô no território brasileiro, por meio de maiores investimentos financeiros e fiscalização de funcionamento que garanta pleno bem-estar da população, com o intuito de não incentivar a busca pelo transporte individual e facilitar a locomoção urbana no Brasil. Dessa forma, o Brasil se distanciará de seu passado histórico, rumo a uma mobilidade adequada e digna.