A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 15/09/2020

A Constituição brasileira de 1988, o documento legal mais importante do país, garante a todos os cidadãos o direito de entrar e sair. No entanto, essa prerrogativa não ecoou com sua ênfase na prática. Isso se verifica não apenas na inacessibilidade do meio urbano, mas também na falta de infraestrutura para utilizar os diversos meios de transporte.

Em primeiro lugar, deve-se atentar para as inúmeras dificuldades enfrentadas por parte da população que não são lembradas nas obras urbanas. Isso é evidenciado pelos ônibus sem rampas para cadeirantes, pela ausência de sinalização sonora e pela ausência de piso tátil nas calçadas, tudo contribuindo para um tecido social cada vez mais desintegrado. Como disse Immanuel Kant, a ação deve beneficiar a todos. A realidade, no entanto, difere da suposição feita por Kant. Lembrando que, além de causar desarmonia no movimento, provoca diversos danos psicológicos aos transeuntes que passam por situações de desintegração. Portanto, é necessário investir no transporte conjunto de acessibilidade.

Além disso, é importante referir a negligência das autoridades públicas na utilização dos fundos para o desenvolvimento e melhoria de meios alternativos de trânsito. Chama-se a atenção para a estrutura incerta dos ônibus coletivos, a falta de bicicletas e ciclovias, o que dificulta a substituição do transporte individual como automóvel por outros. Como consequência, as perdas são sofridas não apenas pelo setor social, mas também pelo meio ambiente. De acordo com a terceira lei de Newton, cada ação produz uma reação de mesma intensidade na direção oposta. Nesse viés, o uso excessivo de veículos e a eliminação do monóxido de carbono do ar estão trocando efeitos nocivos, incluindo aquecimento global e problemas respiratórios. Porém, os danos poderiam ser evitados se o movimento brasileiro fosse humanizado e os recursos aplicados.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para superar o impasse da mobilidade urbana no Brasil e respeitar efetivamente as garantias previstas em lei. Cabe ao estado, de acordo com o Ministério dos Transportes, investir em políticas públicas voltadas para a mobilidade e no aprimoramento dos planos diretores das cidades, de modo a garantir aos cidadãos o direito de entrar e sair com igualdade de direitos, com a instalação de pisos táteis e rampas em calçadas e ônibus. Além disso, devem melhorar a infraestrutura das cidades para torná-las acessíveis a quaisquer modas alternativos, aumentando o número de vias para ciclistas e pedestres. Portanto, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.