A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/09/2020

Em meados do século XVIII, a Revolução Industrial teve como consequência o êxodo rural, que de certo modo possibilitou o avanço em processos de manufatura, da maneira que com a migração de numerosas pessoas para a cidade, sucedeu em problemas de mobilidade urbana. Por analogia ao passado, é inegável a crescente crise na mobilidade urbana brasileira, logo que é perceptível a falta de acessibilidade, grande concentração de carros e caminhões em um determinado espaço e a inexistência de planejamento. Visto isso, medidas devem ser tomadas pelo Estado para a erradicação da problemática.

Em primeiro lugar, é importante salientar que todos os dias uma demasiada quantidade de pessoas utiliza o transporte público como ônibus e metrô para se deslocarem, seja para o trabalho, escola ou demais ocupações. Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU), 59% dos entrevistados utilizam o meio de condução pública diariamente e 53% estão o utilizando para ir ao trabalho, dos quais 38% deixaram de utilizar o ônibus pelo grande tempo de espera nos pontos e condições precárias dos veículos, como janelas estragadas e assentos danificados. Por outro lado, os vagões de metro permanecem lotados por efeito de superlotação em horários de pico.

Ademais, cabe ressaltar o acumulo de carros e caminhões em ruas e avenidas, uma vez que interferem na locomoção e tem como resultado a demora no trânsito e inúmeros congestionamentos, acarretando estresse para os cidadãos e com os veículos parados, gastam mais gasolina. De acordo com a jornalista Manuela Martinez, nos últimos dez anos a frota de veículos no Brasil alcançou 50 milhões de veículos. Dessa forma, o fato supracitado evidencia que é inegável que o trafego urbano se encontra em uma situação devassada, do mesmo modo que o Estado não está se empenhando para viabilizar recursos e conceber planejamentos para esse problema.

Portanto, para amenizar os problemas da agravação da mobilidade urbana brasileira, é necessário que o Ministério da Infraestrutura por meio de parceria público-privada promova a criação de uma maior quantidade de ciclovias em cidades, cujo o efeito esperado é o de menos pessoas utilizando carros e transporte público, em virtude da fácil acessibilidade por meio do ciclismo e menor tempo gasto. Além disso, é necessário implantar a modernização de rodovias para caminhões, através da disponibilização de recursos, o governo deve investir para que caminhões e carros evitem transitar pelo mesmo local, assim, evitando lentidão no trânsito. Bem como também disponibilizar os recursos para manutenção de condutores públicos, desse modo, a população se mantém suscetível a melhores condições de vida nas grandes cidades.