A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 02/09/2020

A obra literária “Mobilidade Urbana e Cidadania”, do sociólogo Eduardo Alcântara, aborda que a mobilidade urbana está diretamente ligada com a necessidade das pessoas, variando de acordo com diversos fatores existentes, com razões pessoais e familiares. Análogo a isso, observa-se a crescente crise na mobilidade urbana brasileira. Tal situação ocorre seja pela má qualidade dos transportes públicos, seja pelo aumento da compra de automóveis no país. Logo, são necessárias ações governamentais, visando o enfrentamento dessa problemática.

É indubitável que a má qualidade dos transportes públicos esteja relacionada á crise na mobilidade urbana brasileira. Segundo uma análise realizada pelo portal de pesquisas “Ideia Big Data” em 2019, 57% dos entrevistados consideram a atuação das empresas permissionárias de ônibus negativa ou muito negativa. Essa situação está relacionada á insegurança existente nesses veículos, fazendo com que os indivíduos utilizem esse meio apenas para causas necessárias, como ir ao emprego, impossibilitando uma vida social ativa para a população.

Ademais, em 1960, notou-se uma valorização da “cultura do carro”, ocorrida com o advento da construção de vias, levando o individuo a investir em transportes pessoais, fato visto até os dias atuais. Nesse contexto, o excesso de carros nas metrópoles, como em Fortaleza que possui uma frota de 3,6 milhões de automóveis, de acordo com o Observatório das Metrópoles, agravou-se nas ultimas décadas. A concentração de pessoas nas cidades, causa congestionamentos diários que dificultam a locomoção de grande parte da população.

Portanto, é sabido que a crescente crise na mobilidade urbana brasileira é uma problemática recorrente. Dessa forma, o Governo deve destinar verbas aos municípios do país, objetivando a contratação  de policiais que devem ficar dentro dos ônibus e metros, por exemplo, visando garantir a segurança dos usurários para que eles possam utilizar esses transportes em qualquer situação. Além disso, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte (SMT), responsável pelos rodízios dos carros pessoais, devem atuar em mais cidades brasileiras, como as da região Nordeste, tencionando diminuir o congestionamento no trânsito. Logo, diferente  do que é abordado na obra “Mobilidade Urbana e Cidadania”, a população conseguiria garantir suas necessidades sem prejudicar a mobilidade coletiva.