A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 02/09/2020

Durante o governo de Juscelino Kubitschek, no Brasil, houve um plano de metas e entre elas, o incentivo à indústria automobilística e ao transporte rodoviário. No entanto, o plano de desenvolvimento de JK estimulou a população a aderir cada vez mais ao uso de veículos particulares, aumentando a crise de mobilidade urbana no Brasil. Essa crise vem gerando diversos prejuízos para a sociedade como, o aumento na emissão de gazes poluentes e a perda de produtividade causada pelo atraso no trânsito, ficando evidente a necessidade de medidas alternativas de mobilidade nas cidades brasileiras.

Entre as causas da escolha de carros para a locomoção, está a falta de investimento em transportes públicos. De acordo com o IBGE, apenas 1% das cidades brasileiras possuem metrô e 38% ônibus municipais, demonstrando a falta de planejamento dos governantes na área da mobilidade das cidades. Essa falta de opção nas locomoções publicas gera atraso e lotação nos transportes existentes, e faz com que as pessoas percam horas no trânsito, horas que poderiam ser utilizadas, por exemplo, em atividades laborais, que gerariam renda e movimentação financeira.

Assim, fica evidente os danos no âmbito social devido ao inchaço da frota de automóveis particulares. No entanto, esse aumento reflete também no meio ambiente pois, com o aumento de veículos cresce também os gases poluentes emitidos na atmosfera pelos mesmos. Ademais, o desmatamento de “áreas verdes” para a construção de novas rodovias também contribui para o desgaste biológico.

Considerando os prejuízos sociais e ambientais citados acima, fica evidente a necessidade de uma ampla reforma na mobilidade urbana do Brasil. A fim de acabar com o trânsito e a poluição das grandes cidades brasileiras, é dever dos prefeitos municipais fazer uma ampliação de linhas, pontos e frotas de ônibus, além também de aprovar leis que promovam o rodizio de carros como incentivo a utilização dos transportes públicos. Essa ampliação deverá ser feita por meio de investimentos em licitações, e as leis de incentivo elaboradas pelos vereadores, essas medidas darão aos cidadãos brasileiros formas de se locomoverem com menos desgaste e mais segurança.