A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/08/2020

A busca por facilidade no deslocamento principalmente em grandes centros urbanos muitas vezes pode ser prejudicial em um futuro próximo por conta da poluição que isso pode levar. Desde o século passado, os meios alternativos foram deixados de lado no Brasil com a ascensão da malha rodoviária. Por isso, é necessário que o Ministério Público incentive os cidadãos ao uso de bicicletas ou patinetes elétricos em grandes cidades objetivando uma diminuição no fluxo de carros e motos.

A priori, deve-se entender que a origem da malha rodoviária tão grande no país vem muito das importações de veículos vindos principalmente dos Estados Unidos a partir da segunda metade do século XX, que facilitou o acesso aos veículos particulares. Ademais, por consequência disso, outros tipos de transporte no Brasil acabaram ficando extintos, como por exemplo o ferroviário, que hoje é usado principalmente para transporte de carga em longa escala.

A posteriori, os cidadãos devem pensar coletivamente na questão da poluição que causa o maior número de veículos automotores individuais nas ruas. Segundo o filósofo brasileiro Paulo Freire ‘‘se somente a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’’. O que se pode inferir disso é o fato que as pessoas cada vez mais devem ser incentivadas a usarem meios de transporte coletivo ou que não poluam o meio ambiente.

Em suma, pode se concluir que os meios de transporte no Brasil devem ser repensados para que maiores problemas de poluição e comodismo por parte dos usuários sejam contidos. Dessa forma, para amenizar o problema, é preciso que o Ministério Público, responsável pela malha rodoviária no país, incentive o uso de transportes alternativos. Isso pode ser feito por meio de bicicletas ou patinetes elétricos liberados por pagamento em aplicativos dentro de centros urbanos a fim de diminuir o uso de carros e motos particulares.