A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 29/08/2020
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro gasta cerca de 82 minutos no seu trajeto casa-trabalho-casa. Tal pesquisa revela a precariedade presente na mobilidade urbana do Brasil. Essa impasse se deve, em especial, devido ao deficitário planejamento infraestrutural das cidades em quase todo o território nacional e por causa da falta de educação observada em diversos motoristas brasileiros.
De fato, conforme Washington Luís, ex-presidente do Brasil, “governar é abrir estradas”. Tal citação expõe como decorreu o desenvolvimento da locomobilidade urbana no país, baseando-se no modelo rodoviarista, considerado por muitos especialistas dessa área prejudicial ao deslocamento dos indivíduos. Essa nocividade ocorre pois esse padrão supracitado potencializa o uso de carros para a locomoção, superlotando as metrópoles. Prova disso, consiste nos cerca de 45 milhões de veículos transitando nas ruas das cidades, de acordo com o IBGE. Visto isso, faz-se necessários ações governamentais as quais busquem alternativas que substituam o modelo apresentando.
Ademais, o desrespeito notório de muitos motoristas nas ruas das cidades, principalmente com ciclistas, agrava a problemática mencionada. Isso ocorre em razão de inúmeras vezes, essa falta de educação implica algum acidente ao cidadão que se locomove com sua bicicleta, deixando-o inseguro em transitar com esta, por conseguinte, desmotivando a utilização desse veículo alternativo em relação aos carro. Prova disso consiste nos 32 ciclistas internados todo dia no SUS por circunstâncias de imprevistos nas ruas, segundo o Ministério da Saúde. Destarte, torna-se essencial medidas sociais as quais evitem esses acontecimentos citados.
Portanto, cabe ao Governo, por meio de uma reestruturação orçamentária, destinar mais verbas para a construção de ferrovias no país, dessa maneira, além de ser um modo barato de desenvolvimento da mobilidade urbana, acarreta uma alternativa para o modelo rodoviarista implantado por Washington Luis, consequentemente, minimizando a quantidade de carros e o tráfego de automóveis apontados pelo IBGE nas municípios brasileiros. Outrossim, compete às escolas, por meio de aulas semanais, intensificar a educação no trânsito, conscientizando os futuros motorista, dessa forma, minorando os acidentes apresentados pelo Ministério da Saúde, assim sendo, deixando os ciclista mais seguros.