A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 26/08/2020
Desde o “Século das luzes”, comumente conhecido como Iluminismo, ocorrido no século XVIII, na Europa Ocidental, teóricos da época pregavam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o intuito de solucionar conflitos do corpo social. Não obstante, verifica-se, na contemporaneidade, que a crise na mobilidade urbana brasileira vai de encontro aos ideais Iluministas, uma vez que esta apresenta-se como um empecilho social, mas que pouco é combatido na sociedade. Dessarte, é categórico que planos sejam aplicados para alterar esse nocivo cenário que possui como causas: a negligência Estatal e o silenciamento e descaso social.
Mormente, é fulcral destacar que o óbice em questão deve-se muito à baixa atuação do Governo no que se concerne à elaboração de políticas públicas que promovam, de maneira efetiva, melhorias na mobilidade urbana brasileira. Segundo o pensador inglês Thomas More, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, todavia, percebe-se que isso não ocorre no Brasil. Consoante a isso, segundo dados do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), 83% da parcela da população que utiliza ônibus e metrôs deixaria de utilizar automóveis individuais, caso houvesse uma alternativa de transporte público que estivesse de acordo com as normas básicas de segurança, higiene e acessibilidade. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal de maneira urgente.
Outrossim, é imperativo pontuar que a problemática deve-se muito ao descaso e silenciamento social. Nessa lógica, o filósofo Karl Marx teceu diversas críticas, em suas obras, sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratar da crescente crise na mobilidade urbana brasileira, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como a escola ou meios de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais.
Isto posto, é axiomático a necessidade de intervenção no que tange a problemática. Para tanto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve promover uma maior acessibilidade ao transporte público estabelecendo preços mais acessíveis, contratando empresas especializadas na higiene e organização do transporte, além da elaboração de políticas públicas para conscientizar a população brasileira acerca da crise na mobilidade urbana. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em nível mundial, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o número de casos e proporcionar uma consciência coletiva.