A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 27/08/2020

O processo de urbanização no Brasil ocorreu de forma acelerada e por causa de uma planejamento deficiente, as cidades não apresentam a capacidade de desenvolver um sistema de saúde, segurança e escolaridade eficiente. Nota-se que hoje nas grandes metrópoles, a crise na mobilidade urbana ainda é uma realidade, problema que é  agravado pela negligência governamental e pela precariedade no transporte publico.

Em primeira análise, cabe pontuar que nos anos 50 com a finalidade de fazer o país crescer ‘‘50 anos em 5’’, o então presidente Juscelino Kubitschek investiu em indústrias automobilísticas. Dessa forma, a utilização de carros se popularizou, contribuindo para os congestionamentos frequentes e para os acidentes diários. Além disso, de acordo com os números da PNAD ( Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios)  desde 2012, o Rio de Janeiro possui a maior média de deslocamento casa trabalho no país, o que intensifica o trânsito na metrópole.

Outrossim, a população brasileira não se satisfaz com o transporte público, por causa do auto preço das passagens, a falta de poltronas ou de uma ventilação adequada, o que contribuiu com a utilização de veículos individuais. Dessa maneira, ao escolher carros ou motocicletas próprias ao invés dos transportes de massas, como trens e metrôs, os indivíduos também colaboram com a emissão de gases poluentes para o meio ambiente.

Portanto, fica a cargo das empresas de transportes públicos a oferta de melhores estruturas desse meio, promovendo uma maior adoção desse pela sociedade. Ademais, o Governo Federal deve investir na construção de ciclovias para que as pessoas possam se locomover , a distâncias curtas, de uma forma mais rápida, econômica e sustentável.