A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 25/08/2020
Ao longo da evolução das empresas automobilísticas, a obtenção de um automóvel virou necessidade para a maior parte da população brasileira. Além do conforto, existe a facilidade de se locomover nos horários desejados. Porém, com o crescimento desenfreado da demanda de automóveis, problemas como poluição da atmosfera, ansiedade e stress e a crescente crise na mobilidade urbana, viraram adversidades diárias que geram aglomerações em grandes centros.
Atualmente, a maior parte da população brasileira utiliza um meio de transporte sendo eles, individual ou público para chegar ao trabalho, à escola, ou a um shopping. E, devido ao fluxo congestionado de automóveis, muitos se atrasam ou nem conseguem chegar ao local desejado, o que ocasiona no stress e na ansiedade. Os hipercentros das cidades são um bom exemplo de polos que devido a grande circulação de pessoas e mercadorias, acarreta na concentração de veículos nas ruas o que gera mais trânsito parado. Além disso, por causa da emissão de gases poluentes dos veículos, a atmosfera acaba por reter o calor e terá dificuldade de dissipa-lo, o que gera o aumento da temperatura das cidades em comparação às regiões periféricas, o fenômeno é chamado ilhas de calor, além de contribuir para o aquecimento global. De acordo com uma pesquisa feita pelo site “Exame” os carros representam cerca de setenta e dois por cento (72%) da emissão de gases poluentes em São Paulo.
Pode se mencionar, por exemplo as cidades grandes como São Paulo, Rio de Janeiro ou Recife, o trânsito parado é uma rotina para seus habitantes, não só para aqueles que utilizam o transporte público, como também, para os que têm seu próprio veículo. A crise na mobilidade urbana é uma característica que muitas cidades tentam lutar contra, com o incentivos para utilização de bicicletas, patins, transporte públicos, entro outros. Contudo, não há ciclovias pela cidade, muitas guias que são destinadas para ônibus não são respeitadas e o intervalo dos trens causam a superlotação dos mesmos. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apenas sete por cento (7%) da população brasileira utiliza a bicicleta como meio principal de transporte e quarenta e quatro por cento (44%) utilizam o transporte público como meio de transporte principal. Ou seja, quase metade da população prefere utilizar seu próprio veículo ao transporte coletivo.
Dessa forma, medidas devem ser tomadas. Á priori, o Governo Federal, junto de grandes empresas, deve construir ciclovias através do uso de uma guia utilizada pelos carros, e deve plantar mais árvores, o que diminuirá o barulho do trânsito e amenizará as ilhas de calor. Segundo, os mesmos devem melhorar a qualidade do transporte público por meio da diminuição das tarifas e dos intervalos de tempo entre os trens e ônibus, para que acabe com as superlotações.