A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 22/08/2020
Durante o período Joanino instaurado no início do século XlX, o império brasileiro passou por reformas de infraestrutura, incluindo a capital do Rio de Janeiro. Entretanto, conforme as informações mencionadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houveram aumento no número de carros particulares nos últimos anos, resultado da crescente crise de mobilidade urbana. Isso se evidencia não só pela ineficiência de gestão do poder público, mas também pelo grande fluxo de veículos particulares.
Como ponto inicial de análise, torna-se evidente os fatores emergentes responsáveis pela crise de mobilidade urbana no país, tendo em vista os relatórios noticiados, por intermédio dos meios midiáticos, tais como a falta de infraestrutura e planejamento para ’’ desafogar ‘’, liberar o acesso das principais vias de transporte. Conforme as informações relatadas, a ausência de políticas públicas tem contribuído para agravar os problemas de infraestrutura. Correlativo a esse fato, é de suma importância observar a perspectiva do social democrata Ferdinand Lassale, segundo o político, é dever do Estado garantir reformas econômicas e sociais.
Convém ressaltar também, que durante a gestão do governo de JK, foram elaboradas inúmeras reformas econômicas, por exemplo o incentivo fiscal proposto para montadoras automobilísticas, logo elevou o fluxo de veículos partículares no Brasil. De maneira análoga, é importante salientar que, tais condições de aumento no número de carros no país, são problemáticas que reforçam a crise na mobilidade urbana brasileira, em virtude da falta de segurança, ausência de conforto e da baixa qualidade dos serviços de transporte público.
Em síntese, faz-se necessário que as secretarias estaduais em concomitância com o Governo Federal adotem planos estratégicos para amenizar os impactos da falta de infraestrutura e planejamento, por intermédio de reformas e planejamentos, isto é, construção de vias alternativas, rotatividade e horários para a circulação de carros particulares. Ademais, a Iniciativa Privada e os Órgãos de Segurança poderia viabilizar ações que atenuassem o fluxo de veículos nas grandes vias de acesso, por meio de incentivos financeiros e reforçar a qualidade dos transportes públicos, em outras palavras, baratear os custos das passagens, reforçar os equipamentos de segurança e investir financeiramente em comodidade e estrutura.