A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/08/2020

Produzido em 2014, o documentário “130 km – Vida ao extremo” mostra os desafios enfrentados por quatro moradoras de periferias em São Paulo no trânsito precário da capital, no qual diariamente dificulta a mobilidade de pessoas e cargas. Nesse sentido, no que se refere à questão da crescente crise na mobilidade urbana no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude das altas consequências negativas ambientais e da péssima estrutura nos transportes públicos.

Primeiramente, é importante ressaltar que não só a população brasileira das grandes metrópoles é afetada pela conturbada mobilidade do país, mas também o meio ambiente. Um estudo feito pelo Inventário do Transporte de São Paulo mostra que 71% dos poluentes da cidade são emitidos pelos automóveis pessoais, o que consequentemente, prejudica gravemente o aquecimento global, desencadeando vários problemas ecológicos, como maiores temperaturas e derretimento das calotas polares.

Além disso, outro problema muito alarmante são as más estruturas nos transportes públicos. O Inventário do Transporte de São Paulo consta que as emissões poluentes de ônibus são quatro vezes menores que as de carros, além de comportar mais pessoas e ter um custo mais acessível. O IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) revela que 83% de seus entrevistados em uma pesquisa sobre o trânsito utilizariam transportes públicos caso houvesse uma melhora, ou seja, ônibus que caibam os passageiros dignamente, com mais horários e com rotas que atendesse a todos, o que consequentemente causaria um enorme avanço em relação ao trânsito, diminuindo os engarrafamentos.

Portanto, para solucionar essa crescente crise, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário que o Governo Federal, os Estaduais e Municipais criem projetos a fim de diminuir as dificuldades na mobilidade. É preciso que novos investimentos sejam feitos em transportes públicos, aumentando a quantidade de ônibus e linhas de metrô, tornando o transporte digno e para todos, diminuindo então o grande fluxo de carros pessoais e consequentemente a emissão de gases poluentes. Devem-se aderir também parcerias com empresas, como Itaú e Yellow, que em grandes cidades já prestam seus serviços de apoio com o compartilhamento de bicicletas e patinetes de suas empresas. Assim, talvez casos como os do documentário 130 km não aconteçam mais.