A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/08/2020

É notório que o Governo de Juscelino Kubitschek (JK) com início em 1956, trouxe divergentes campos visuais para a economia do Brasil. Dentre essas mudanças, o Plano de Metas, visava a melhoria nos cinco setores econômicos: a energia, a alimentação, a educação, a indústria e acima de tudo, o transporte. Diante desse viés, a fluidez no trânsito se difere hodiernamente, visto que a má estrutura dos transportes públicos e a negligência dos outros meios de mobilísticos corroboram para uma crise crescente no século XXI. Dessarte, as falhas nas conduções públicas identificam-se como dilemas a serem freados no país, uma vez que esses automotivos comportam mais pessoas do que o estipulado, gerando desconforto na população pelo abafamento do lugar, estresse e até mesmo, andar dentro de um ônibus torna-se fatigante. À vista disso, esses aspectos contribuem para a indução desses indivíduos que usam os meios públicos a comprarem um veículo privado, assim, o utilitarismo das formas de deslocamentos modificam-se e, passa a ser um carro com quatro lugares para uma pessoa, aumentando o congestionamento nos hipercentros na Hora do Rush ( horário em que a quantidade de automotivos é tão grande, que atrapalha o transito), além de aumentar os poluentes na camada de ozônio e as formações das ilhas de calor (aumento exagerado da temperatura nos perímetros urbanos). Além disso, o custeamento para a utilização dessa flexibilidade não condiz com os parâmetros da oferta, por conseguinte a isso, em 2013 sucedeu o “Manifesto dos 20 Centavos”, donde a população brasileira protestou contra o aumento de vinte centavos na passagem do ônibus. Outrossim, a imagem de um carro desde a linha de montagem de Henry Ford, é visto como um status para a sociedade. Em conformidade a isso, as cidades brasileiras são construídas fundamentadas na “Carrocracia”, posto que os esses veículos sobressaem sobre os pedestres, as bicicletas, os patinetes e outros caminhos alternativos para a maleabilidade. Nesse sentido, o aumento e a repercussão desses automotivos gera um grande impacto de desvalorização nas outras formas modais, já que quanto mais a população almeja um determinado produto, mais esforço ela irá fazer para conseguir. Portanto, faz-se indispensável a intervenção de medidas plausíveis para frear esse colapso de flexibilização. Dado o exposto, o Governo Federal através das multas de trânsito arrecadadas, deve melhorar a qualidade e a segurança dos veículos, além de respeitar o limite de pessoas no âmbito veicular, para que o preço da passagem seja coerente com os benefícios do produto, além de atrair mais pessoas para um coletivo, com a finalidade de reduzir os congestionamentos e os agravantes desses como: a poluição, a formação de ilhas de calor, dentre outros. É fundamental também, que o Ministério da Infraestrutura divulgue postagens nas redes sociais abordando a relevância que a mobilidade urbana apresenta, para o compreendimento dos civis e com o intuito de desmitificar que a idéia de um carro particular é necessário, solucionando assim, a crise no século XXI.