A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/08/2020
Em 1945, com a ascensão de Juscelino Kubitschek à presidência, houve um progresso desordenado da indústria automobilística no Brasil. Tal crescimento culminou em graves problemas de mobilidade urbana, visto que o excesso de veículos dificulta a locomoção dos indivíduos, deixando à revelia a efetivação do bem-estar social. Essa realidade imediata perpetua-se com a ineficiência da rede locomotiva do país e com o aumento da frota veicular, o que ressalta a necessidade de encontrar subterfúgios combativos a fim de atenuar essa nefasta problemática.
É válido destacar, a priori, que a inábil malha locomotiva do país contribui para o agravamento desse conflituoso cenário. Nesse sentido, a falta de um planejamento urbano intensifica a crise urbana, uma vez que a larga construção de ferrovias e estradas é, de modo geral, ineficiente, pois não ameniza os congestionamentos de veículos, além de ocupar as chamadas “áreas verdes”. Outrossim, vê-se que a problemática reflete negativamente no meio ambiente, corroborando a poluição atmosférica - pela emissão de poluentes - diminuindo a qualidade de vida da população e evidenciando que o ideal desenvolvimentista de JK é, na verdade, um equívoco.
Ademais, os setores nacionais de transporte enfrentam problemas relacionados à crescente quantidade da frota veicular. Nesse peculiar, o inchaço no trânsito devido ao alto número de carros ocasiona engarrafamentos, dificultando a locomoção dos indivíduos e o fluxo das cidades, aumentando a insegurança nas redes rodoviárias. Dessa forma, a escolha por meios locomotivos individuais pode ser explicada pela baixa qualidade dos transportes públicos que, pelos escassos investimentos, circulam em condições precárias. Logo, são imprescindíveis ações estatais mais contundentes, já que, consoante o filósofo Aristóteles, o Estado é primordialmente responsável por garantir o bom funcionamento da sociedade.
À vista disso, faz-se mister a reformulação de políticas que minimizem a crise na mobilidade urbana. Para tanto, concerne às Secretarias de Transporte Metropolitanas ampliar a quantidade de linhas de metrô, por meio de investimentos em infraestrutura, além de incentivar uso de veículos coletivos ou alternativos, como ônibus e bicicletas, com o fito de melhorar a mobilidade no país. Além disso, compete ao Poder Público destinar mais verbas ao sistema de transporte público, com o escopo de aperfeiçoar o oferecimento de tal serviço. Assim, poder-se-á minorar os desafios do tráfego brasileiro.