A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 17/08/2020
Entre 1956 e 1961, o Brasil foi governado por Juscelino Kubitschek, o qual promoveu um intenso rodoviarismo no país, com o intuito de aumentar a integração do território nacional. Entretanto, a hipertrofia do setor rodoviário gerou consequências negativas na mobilidade urbana, as quais são observadas até a hodiernidade. Faz-se necessário, portanto, debater as causas e consequências da questão, a fim de atenuá-la.
Diante desse cenário, é importante ressaltar como a falta de planejamento urbano contribui para a crise observada no setor de transportes. O baixo custo da implantação da malha rodoviária e a necessidade de expansão da indústria automobilística levaram inúmeros governantes durante todo o século XX a priorizar tal setor, o que faz o Brasil ser, na contemporaneidade, o líder mundial em concessões rodoviárias. Entretanto, tal fato mostra-se prejudicial, pois a ausência do desenvolvimento de meios alternativos de transporte gera a utilização em massa de estradas, o que provoca congestionamentos e acidentes, por exemplo, agravando a problemática.
Por conseguinte, ainda convém lembrar as consequências do entrave, como a maior possibilidade de ocorrência de problemas no trânsito, devido à falta de manutenção e controle das estradas, por exemplo. Segundo a revista “ISTOÉ”, paulistanos gastam quase três horas diariamente para se deslocar, fato que comprova como a carência de investimentos governamentais auxilia na intensificação da questão, visto que as más condições das estradas, somadas à impossibilidade de utilização de outros meios, gera o inchaço rodoviário, acentuando o problema.
É perceptível, dessa forma, que a mobilidade urbana é um entrave na hodiernidade e, por isso, é imprescindível que o Governo auxilie na redução do problema, por meio da maior disponibilização de recursos para o setor, os quais serão aplicados para melhorar as condições das estradas, a fim de garantir a plena utilização das mesmas. Ademais, é necessário um maior investimento em meios alternativos de transporte, como a construção de ciclovias, por exemplo, para impedir a crise em rodovias devido à sua utilização em massa. Dessa maneira, será possível minimizar o problema, garantindo o direito de ir e vir, o qual está assegurado pelo artigo 5° da Constituição Federal.