A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 24/07/2020
Segundo a óptica de Francis Bacon, destacável filósofo inglês, o homem deve criar oportunidades em vez de apenas encontrá-las, mencionando a relação do ser humano com a busca de sua evolução a partir de ações eficazes para tal. Conforme o pensamento de Francis, pode-se evidenciar insuficiência de oportunidades buscadas da crise na mobilidade urbana que o Brasil enfrenta, ocasionada por negligências institucionais que facilitam o aumento da poluição e do congestionamento nas cidades. Logo, são necessárias atitudes das devidas entidades para o defrontamento desta situação.
Nesse contexto, de acordo com o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, as emissões de gases tóxicos geradas por automóveis aumentaram de forma alarmante nos últimos anos, caracterizando consequências ambientais e sociais negligenciadas na atualidade. Outrossim, a poluição advinda dos automóveis acarreta agravamento dos fenômenos climáticos e da suas consequências as quais afetam muitas regiões brasileiras, sendo prejudicial aos cidadãos e a natureza no país; ademais, as indústrias automobilísticas que carecem de políticas nesse âmbito corroboram o descaso com sua responsabilidade ambiental. Destarte, fazem-se premente planos sociais e econômicos das instituições responsáveis que efetivem diminuição da poluição proveniente dos veículos automotores.
Por outro lado, a degradação ambiental não é a unica consequência salientada da crise na mobilidade urbana, o congestionamento também tem-se tornado recorrente no país. Nessa conjuntura, conforme estudo realizado pela revista Exame, com base em aparelhos GPS, nos horários de pico, o tempo que paulistanos ficam no trânsito é 69% maior, tais resultados revelam a atuação dos congestionamentos nas cidades; fato este que abala a vida social e econômica da população. Deste modo, é notória a necessidade de desenvolver estratégias que ajudem os cidadãos em suas rotinas e favoreçam diminuição da poluição advinda desse tempo congestionado.
À luz dessas considerações, cabe às Instituições responsáveis pelos setores automobilísticos de investirem em planos, com auxílio de profissionais da Química e da Física, que efetivem a diminuição da poluição decorrente dos veículos, com o objetivo de garantir a responsabilidade ambiental das empresas em questão. Do mesmo modo, urge ao Governo Federal realizar campanhas publicitárias que compartilhem planos de deslocamentos, organizados por setores especializados, que diminuam o congestionamento nas cidades. Dessarte, as oportunidades de Francis Bacon serão buscadas e trabalhadas no Brasil, de forma que irão promover estratégias eficazes quanto à crise na mobilidade urbana e combater a poluição e o congestionamento que causa.