A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/07/2020

No livro “ O Novo Iluminismo”, Steve Pinker retrata os princípios iluministas como fatores primordiais para o progresso humano contemporâneo, entre eles: a progressão social, ocorre somente quando seus cidadãos e o Estado mobilizam-se para resolver o problema de outras parcelas do corpo social. Nesse contexto, tal ideário encontra-se deturbado à realidade da mobilidade urbana, dado não só às negligências governamentais, mas também sociais. Diante dessa perspectiva, cabe analisar os fatores que favorecem esse quadro, além de suas consequências.

Vale ressaltar, a princípio, que a má formação educacional é um fator determinante para a permanência da crescente dificuldade da locomoção nas cidades, uma vez que os governantes respondem aos anseios sociais, e grande parte da população não exige uma educação ao que tange à mobilidade urbana. Nessa conjuntura, consoante Aristóteles no livro “ Ética e Nacômico “, a politica serve para garantir o bem estar dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito não é visto de maneira eficaz, à medida que a oferta não apenas da educação sobre mobilidade nos meios urbanos, como também ações para reverter esse cenário não é praticado, o que pode acarretar na imobilidade urbana e no aumento do aquecimento global.

Além do mais, é notório um papel inexorável à sociedade com um empecilho na inversão da realidade na mobilidade urbana brasileira, a qual sob a perspectiva da teoria do habitus pelo sociólogo Pierre Bourdieu, representa em padrões que são impostos, naturalizados, e posteriormente reproduzidos. Sob este viés, no plano “ 50 em 5” em 1960, com a vinda de empresas estrangeiras foi absolvido pela população o uso de automóveis, e postergando tal padrão até hodiernamente sem medidas a longo prazo, dado pelo crescente número populacional. Contudo, uma mudança de valores da sociedade e fundamental para transpor barreiras à locomobilidade urbana.

Conforme informações supracitadas, ficam evidentes desafios à mobilidade urbana, sendo preciso intervenções. Portanto, o Governo Federal, por meio de verbas governamentais, deve investir em sistemas de transporte público que comportem um coletivo, a fim de diminuir a frota de veículos. Outrossim, o Ministério da Educação deve realizar palestras nas escolas sobre as consequências tanto ecológicas quanto sociais, que podem acarretar a crise da locomobilidade nos meios urbanos, com o intuito de conscientizar as gerações futuras. Desse modo, o progresso humano aproximará do princípio dito por Pinker.