A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/07/2020

Juscelino Kubitschek com o seu plano de cinquenta anos em cinco e todo o imediatismo que isso envolvia optou como principal opção de modal te transporte brasileiro o rodoviário. Isso aconteceu por esse ser o de mais rápida implantação no momento. Porém, com essa modalidade de transporte se tornando o principal modal, as cidades do país crescem as margens das rodovias o que acarreta grandes problemas. Em suma, a falta de planejamento urbano, o grande aumento populacional, que acarreta um número maior de veículos pelas ruas, associado a baixa qualidade dos transportes públicos, levam a graves questões para a sociedade. Diante disso, a essa situação cabe uma análise.        Antes de tudo, deve-se levar em consideração a falta de planejamento urbano que assola o Brasil. Nesse contexto que leva a população mais pobre para as periferias, mantendo lá as opções de moradias mais baratas, exige um maior deslocamento todos os dias desses trabalhadores. Quando isso é acompanhado do aumento da população e do grande número de veículos que essa comunidade traz, o fim se dá em um verdadeiro caos. Diante disso, medidas como o rodízio de placas como o que ocorre em São Paulo, se fazem necessário, porém, ainda não é o suficiente. Isso fica claro pelos grandes congestionamentos que ainda são formados na cidade.

Além disso, existe uma falta de opção nos transportes públicos e na qualidade inferior da esperada por quem usa esse tipo de transporte. Isso motiva ainda mais pessoas a saírem com os seus próprios meios de transporte, não por opção, mas por necessidade. Isso é revelado na pesquisa realizada pelo IBOPE, nela 83% dos entrevistados, em 2015, se mostram dispostos a utilizar o transporte público no lugar dos seus carros ou motos particulares. Porém, isso se torna inviável diante da super lotação existente nos veículos e da baixa qualidade dos meios de transporte oferecidos pelas empresas. Medidas como essas que favoreceriam a redução da extensão dos engarrafamentos nas grandes cidades são impraticáveis na atual conjuntura.

Portanto, muitas questões interferem e prejudicam a mobilidade urbana brasileira, e diante disso, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério do Transporte exigir um aumento da frota e da fiscalização da qualidade dos veículos presentes no transporte público. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos Deputados. Nesse documento deve constar uma punição financeira para as empresas de transporte que não cumprirem as determinações. Essa medidas favorecerão a utilização do transporte publico por quem opta pelo particular. Solucionando assim, a curto e médio prazo, o problema da crescente crise da modalidade urbana brasileira, já que um novo planejamento urbano se torna no mínimo demorado e pode ser irrealizável.