A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/07/2020
“Governar é abrir estradas” disse Juscelino Kubitschek ao promover a adoção do modelo rodoviarista,que visava a construção, ampliação e melhoramento de rodoviárias na década de 1950,e utilizou esse modelo como manobra politico-econômica para incentivar a instalação de indústrias automobilísticas no Brasil.Após isso,o número de motorização individual aumentou expressivamente no país,tornando-se um desafio para a mobilidade urbana,e isso decorre da ausência de políticas públicas eficazes.
Diante disso,é necessário compreender que o padrão de mobilidade centrado no transporte motorizado individual mostra-se insustentável,uma vez que gera enormes prejuízos ao meio ambiente,como o aumento do gás carbônico na atmosfera e o descarte de milhares de pneus e peças em desuso.Ademais,segundo o Instituto Saúde e Sustentabilidade os poluentes atmosféricos foram a causa de 31 mortes precoces por dia no estado de São Paulo, em 2015,e isso acontece devido a baixa qualidade de transportes coletivos e a falta de infraestrutura das vias cicláveis.
Outrossim,é imperativo pontuar que de acordo com os filósofos contratualistas foi entregue ao Estado o dever de garantir o bem-estar a toda a sociedade,entretanto a negligência para com a melhoria nas políticas ambientais e urbanas mostra que isso não ocorre,posto que não há um investimento eficaz no que diz respeito a mobilidade urbana sustentável,ou seja,não existe um desenvolvimento efetivo no sistema de ferrovias nas cidades e veículos coletivos limpos (usam combustível alternativo).Diante disso,urge a necessidade do país desenvolver um projeto que inclua uma diminuição na sobrecarga do espaço urbano e na poluição atmosférica.
Depreende-se portanto,ao Ministério da Infraestrutura aliado a iniciativas privadas priorizar o gerenciamento de transportes de massa,acima de tudo transportes sobre trilhos,desenvolvendo logística de integração local,regional,nacional e internacional,possibilitando uma maior eficiencia nas cidades brasileiras.Compete também,ao Ministério da Infraestrutura em conjunto com as esferas municipais e estaduais criar um projeto que facilite a vida dos indivíduos que utilizam veículos alternativos,ou seja,é preciso melhorar a infraestrutura das ciclovias nos centros urbanos,aumentando o espaço das ciclofaixas e as sinalizações de trânsito,com o intuito de dar mais segurança para os ciclistas,e incentivar mais pessoas a aderir esses veículos.Dessa forma,com essas atitudes os espaços brasileiros vão se tornar cada vez mais organizados e sustentáveis.