A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/06/2020
Com o advento da revolução que sistemas como o Fordismo e Toyotismo provocaram na indústria, a produção automobilística aumentou consideravelmente. Hoje, o consumo exagerado dos produtos dessas indústrias acarreta uma crise crescente na mobilidade urbana, cada vez mais caótica, no Brasil. Nessa conjectura, melhorar a qualidade e distribuição das rotas e, também, incentivar o uso do transporte público é ideal.
Convém destacar, a priori, que o investimento na qualidade e ampliação do transporte público é essencial. Isso porque a crise na mobilidade urbana é muito relacionável com o trânsito e o aumento da quantidade de carros nas ruas, que seria reduzido com melhores condições dos meios coletivos. Um bom exemplo é a obra “A garota no trem” que, indiretamente, retrata o bom funcionamento e dinâmica do trem em um país de 1º mundo. Dessa forma, é notório que a qualidade influencia na preferência do uso popular.
Ademais, é necessário o incentivo ao uso do transporte coletivo. Isso por conta dos benefícios sociais, ambientais e pessoais que a redução do uso de transportes individuais, como carros, traria. Um bom exemplo é a redução do tempo gasto no trânsito e dos gases tóxicos emitidos pela queima de combustíveis fósseis, como o monóxido e dióxido de carbono. Dessa maneira, a contribuição é geral e a crise da mobilidade urbana se reduz gradativamente.
Diante dos fatos apresentados, é necessária uma iniciativa público-privada do governo municipal com empresas de ônibus de circulação nos limites do município para melhorar a qualidade geral do serviço oferecido, por meio da ampliação das rotas, manutenção técnica regular e limpeza diária dos espaços coletivos, com o objetivo de melhorar a experiência e reduzir o trânsito local. Além disso, é ideal uma parceria entre escolas de nível fundamental e médio com programas de televisão e rádio para organização de campanhas que estimulem a redução do quantitativo de carros e motos nas ruas, por meio de infográficos, publicidades na mídia e atos em ruas movimentadas que incentivem o uso de transporte coletivos, como metrôs e ônibus, com o objetivo de melhorar e facilitar a mobilidade urbana brasileira.