A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 25/06/2020
O documentário “130 km - Vida ao extremo”, de 2014, tece uma crítica à mobilidade urbana brasileira e como ela afeta o meio social do país. Nessa perspectiva, fatores como a precária estrutura pública de transporte e a política da carrocracia corroboram para o crescimento do congestionamento nacional. Diante disso, evidencia-se a necessidade de atuação do governo e do Setor Privado no que se refere melhorarias na mobilidade urbana.
Em primeira análise, verifica-se que a deplorável estrutura pública de locomoção é um desafio à resolução do problema. Sob essa lógica, de acordo com a pesquisa realizada pelo IBOPE, em 2019, 83% dos entrevistados utilizariam a rede púbica de transporte se essa atendesse suas expectativas. Por conseguinte, entende-se que o número de ônibus em circulação é insuficiente quando comparado a demanda populacional. Dessa forma, fica explicito que tal contexto propicia a compra de automóveis, e, por fim, para o congestionamento na sociedade.
Outrossim, vale ressaltar a cultura de carrocracia nas cidades brasileiras como um entrave no que tange à mobilidade nacional. Isto é, as políticas nas vias públicas não estão voltadas ao fluxo de pedestres, ao uso de ciclovias, e sim a circulação de carros. Por consequência, há o desfavorecimento da locomoção por meios de transportes mais ecológico, contribuindo, então, com o engarrafamento. Nesse sentido, comprovadamente, o urbanista Enrique Peñalosa, em Bogotá, por meio de políticas que visam todos os âmbitos mobilísticos promoveu uma excelente mobilidade urbana. Desse modo, percebe-se que o congestionamento é reflexo da cultura de carrocracia.
Portanto, para que a crise na mobilidade urbana brasileira seja resolvida, é imprescindível que o Ministério da Infraestrutura invista no setor de transporte coletivo, por meio da introdução de novas unidades de ônibus nas cidades, a fim de atender as expectativas populacionais. Ademais, é fundamental que o Ministério da Infraestrutura, juntamente com o Setor Privado, desenvolva vias públicas em diferentes âmbitos locomotivo, por intermédio da criação de ciclovias, para ciclistas, e calçadas largas, para pedestres, com o objetivo de promover o maior fluxo de pessoas de modo sustentável. Assim,o documentário " 130 km - Vida ao extremo" se tornará apenas uma realidade fictícia do Brasil.