A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 23/08/2020
Segundo o artigo 5 da constituição brasileira, é livre a locomoção em território nacional em época de paz, podendo o habitante ter o direito de entrar, permanecer ou sair com seus bens. No entanto, na prática, tal garantia é ameaçada, visto que a crescente crise de mobilidade causa no corpo social problemas de locomoção e intensificação da poluição atmosférica no meio urbano. Tal cenário nefasto é causado principalmente pela baixa qualidade e infraestrutura precária dos transportes públicos alternativos, tornando necessária análises Estatais a fim de resolver a problemática.
Em primeira análise, é importante destacar que a procura desenfreada pela compra de carros é um dos principais causadores dessa problemática, isso porque o grande fluxo gera uma aglomeração excessiva e intensifica a deposição de poluentes na atmosfera. Sob essa ótica, o discurso de Paul Hawken é hegemônico, segundo ele, tudo esta conectado e nada pode mudar sozinho. Com isso, fica claro perceber que a circulação excessiva de veículos nas avenidas principais das cidades atrasa o transito e fomenta a concentração de gases poluentes nos centros urbanos que, indubitavelmente, geram as ‘‘chuvas acidas’’, fenômeno biológico ocasionando pelo ácido carbônico e dióxido de enxofre, gerando assim prejuízos tanto ao meio ambiente quanto ao metropolitano.
A princípio, convém ressaltar que, o descaso com o transporte público é um dos causadores da crise de mobilidade, já que a baixa qualidade motiva a sua não utilização em larga escala. Entretanto, numa perspetiva histórica, a industrialização é um dos grandes violões para os centros urbanos, já que na década de XX, a construção de fábricas e a acumulação excessiva de pessoas nas cidades fez com que a infraestrutura urbana não acompanhasse esse crescimento, e se tratando da locomobilidade não é diferente, haja vista que baixa qualidade de serviços e os constantes aumentos das passagens de transporte público causa um preterição na população pela compra do automóvel próprio.
Portanto, tendo em vista os problemas causados pela crise de mobilidade urbana, é importante que os Estados e Municípios deem incentivos fiscais as empresas privadas que adotarem investimento em transporte coletivos, incentivando por meio dessa prática a diminuição de automóveis na ruas e agilizando o transito. Outrossim, é de fundamental importância que o Ministério de transporte invista não só no planejamento dos centro urbanos fazendo um estudos e modificação das vias urbanas para ajudar na diminuição do fluxo de carros nas vias principais, como também é necessário aplicar capital na construção de aplicativos movidos a satélite que façam o acompanhamento e alertem os usuários a respeito do congestionamento das vias, tornando o transporte mais rápido, somente assim o pensamento de Paul Hawken será um realidade urbana.