A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/06/2020
Por volta de 1850, na chamada Era Mauá, iniciou-se definitivamente a industrialização e urbanização brasileira. Analogamente, já no século XX, intensificou-se a importação de automóveis nos principais centros urbanos do país. Esse fenômeno tardio e repentino exigiu dos brasileiros a aquisição de veículos particulares para trafegar pelas movimentadas cidades em ascensão. Dessa forma, revelou-se uma crise na mobilidade urbana, resultante de redes de transporte pouco organizadas e saturadas.
A priori, encontra-se a enorme quantidade de veículos particulares transitantes como causa da crise na mobilidade. Segundo dados da Associação Nacional dos Detrans (AND), em 2017, o país contava com 1 carro a cada 4 habitantes. Sob essa perspectiva, é importante ressaltar que o elevado número de automóveis particulares acaba sendo uma necessidade da população, tendo em vista os péssimos serviços de transporte público. Desse modo, o transporte coletivo brasileiro ineficaz repercute em excessivo número de veículos, causando engarrafamentos.
Além disso, a movimentação de pessoas e produtos é fundamental em qualquer cidade. Por um lado, a crise na mobilidade urbana gera estresse e ansiedade nos motoristas. Por outro, o atraso na entrega das mercadorias prejudica a economia regional. Nesse contexto, para solucionar atrasos e engarrafamentos, alguns países asiáticos e europeus adotaram o pedágio urbano. Em Londres, após a implantação do equipamento, a ciclomobilidade triplicou e o uso de transporte público também aumentou. Dessa maneira, os impressionantes resultados publicados no jornal Estadão (São Paulo) demonstraram soluções funcionais para o transtorno.
Portanto, a malha rodoviária local desorganizada e saturada prejudica aspectos econômicos e sociais. Cabe ao Ministério da Infraestrutura investir num transporte público mais eficiente e barato. Ademais, a utilização de pedágios urbanos deve ser estudada no Brasil. Só então, com auxílio do transporte público, os cidadãos poderão estar despreocupados no que se refere à mobilidade urbana.