A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 27/08/2020

Segundo Jacques Rousseau, séc. XVIII, todos os homens nascem livres, sendo a liberdade um direito inalienável assegurado pela Constituição de 1988 e que reflete no direito de ir e vir do cidadão. Contudo, a realidade da mobilidade urbana brasileira fere esse direito ao causar prejuízos tanto ao indivíduo quanto ao meio urbano. Assim, é imprescindível que novas alternativas sejam criadas para contornar tais danos.

Em primeiro ponto,a possibilidade de ir e vir sem empecilhos é o desejado por todo cidadão no meio urbano. Entretanto, nota-se que em grandes e médias cidades o tráfego se torna cada vez mais exaustivo e problemático. Como exemplificado no livro Mobilidade urbana no Brasil: desafios e alternativas, a valorização do transporte particular e a má qualidade do transporte público favorece o atual contexto. Logo, o grande número de veículos associado à uma má gestão pública da infraestrutura urbana gera a crescente crise no trânsito.

Em segundo ponto, o meio influi diretamente na qualidade de vida do indivíduo. Ademais, é válido associar que o tempo dispendido no transporte, em frente à situações estressantes, expõe o cidadão à condições desfavoráveis. Historicamente, a urbanização brasileira se deu de maneira rápida e com pouca organização, com efeito são poucas as alternativas de qualidade à disposição do indivíduo para contornar tais condições.

Desse modo, para que a mobilidade urbana deixe de causar prejuízos à sociedade, é necessário que o Governo Federal em parceria com os Governos Estaduais e Municipais renove as frotas de transporte público, oferecendo qualidade e segurança, e estimule seu uso em detrimento dos veículos particulares. Bem como, que reestruture as vias, criando faixas e ciclofaixas, para o estímulo de meios mais saudáveis de deslocamento, além de renovar a sinalização, a fim de que o direito de ir e vir do cidadão seja garantido.