A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/05/2020
O desempenho da mobilidade urbana tem sido atrelado a dificuldades e empecilhos que prejudicam o cotidiano de diversos cidadãos no Brasil, como a superlotação de automóveis individuais e a insuficiente educação no trânsito. Tal contexto inadequado revela uma progressiva crise nesse cenário e incita uma atuação mais ostensiva dos setores governamentais e civis no intuito de arrefecer esse panorama e melhorar a conjuntura da locomoção nas cidades do País.
No contexto governamental brasileiro, as políticas públicas de auxílio à atual conjectura decadente da mobilidade urbana têm sido inexpressivas. Segundo dados do Observatório das Metrópoles, há cidades no País que apresentam uma média de menos de dois habitantes para cada carro presente. Esse paradigma indevido realça a adversidade crescente nas ruas e nas avenidas brasileiras, como os engarrafamentos exaustivos, os crescentes acidentes automobilísticos e, até mesmo, a poluição atmosférica degradante com a queima do combustível - liberando gases poluentes, como os dióxidos de carbono e de enxofre. Dessa forma, é evidente a necessidade de uma ação mais engajada do âmbito administrativo no que tange a pôr em prática efetivamente a Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012, e, assim, melhorar esse paradigma instável das grandes cidades da Nação.
Ademais, a débil educação no trânsito tem sido um fator agravante do cenário de crise da mobilidade urbana brasileira. Nesse contexto, os setores sociais não tem atuado de forma ostensiva em prol de promover um ambiente mais salutar no trânsito, mediante posturas mais respeitosas e empáticas. Essa conjuntura degradante é permeada de atitudes errôneas e infratoras das leis, a exemplo do violamento de placas ou sinais e o desrespeito a ciclistas e pedestres. Tal perspectiva lamentável demonstra a imprescindibilidade da sociedade civil na formação de uma mentalidade atrelada, de certa forma, à máxima de Albert Einstein: “A menos que modifiquemos nossa maneira de pensar, não seremos capazes de resolver os problemas causados pela forma como nos acostumamos a ver o mundo” e, assim, garantir um ambiente mais estável nas avenidas e ruas do Brasil.
Dessa forma, no intuito de arrefecer a crise na mobilidade urbana do Brasil, é imprescindível que os Ministérios da Economia, do Desenvolvimento Regional e da Infraestrutura atuem de forma conjunta e expressiva na prática da Política Nacional de Mobilidade Urbana, mediante reorganizações no planejamento e no orçamento que possibilitem as melhorias e as mudanças necessárias para esse contexto. Além disso, é necessário que as famílias e as escolas consolidem uma perspectiva de empatia e respeito no trânsito, por meio de campanhas e palestras mais recorrentes que disseminem os malefícios desse cenário conturbado no Brasil. Assim, tal panorama instável será debelado na Nação.