A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/05/2020

Trânsito, estresse e insatisfação. Este é o atual retrato do colapso da mobilidade urbana, no Brasil, devido à falta de um planejamento municipal e da ausência de alternativas de locomoção.

Primeiramente, é importante ressaltar que a péssima estrutura de locomoção nas cidades, é decorrente da falta de projetos de desenvolvimento das mesmas. Para o filósofo Karl Marx, “O Capitalismo prioriza lucros em detrimento de valores”, ou seja, mesmo que um decreto traga consequências negativas, se ele trouxer bons retornos monetários, ele será uma ótima proposta. Dessa forma, como as prefeituras vieram a lucrar cada vez mais com o IPVA’s, elas deixaram de lado os outros modais, o que acarretou o agravamento do trafego urbano.

Ademais, as governanças tem dado, ao longo do tempo, mais prioridade ao transporte rodoviário do que aos outros meios. Exemplo disso foi o governo J.K., que através do Plano de Metas, incentivou as empresas automobilísticas a virem para o Brasil, em troca, ele investiria na criação de rodovias, em detrimento das ferrovias. Isso fez com que as linhas ferroviárias, do país inteiro, fossem sucateadas. Consequentemente, tem se tornado comum que a população brasileira passe mais de 2 horas no trânsito, todos os dias, já que não possuem outra escolha, como aponta o site G1.

Destarte, torna-se evidente que a crise na mobilidade urbana está se agravando cada vez mais. Portanto, o Ministério da Infraestrutura em parceria com os municípios deve promover maior desenvolvimento e integração dos vários meios de locomoção nas grandes cidades, por meio da criação de um sistema integrado de transportes, que construirá novas linhas ferroviárias e fluviais, que se interconectarão e darão a população mais escolhas para executarem seu trajeto. A fim de escoar o excedente de carros, caminhões e motos dos grandes centros.