A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/05/2020
Consoante o poeta Carlos Drummond de Andrade, existia uma pedra no meio do caminho. Hodiernamente, esse poema assemelha - se a uma problemática enfrentada por inúmeros brasileiros no cotidiano, que é a dificuldade do cidadão em se deslocar de um lugar para o outro, tornando - se - a uma pedra no ensejo dos indivíduos brasileiros. Nesse contexto, não há dúvidas de que a crise na mobilidade urbana vem crescendo com elevada frequência no Brasil, devido ao aumento do uso do transporte individual e também a negligência do governo pela ausência de uma estrutura adequada dos transportes públicos.
Em primeiro lugar, com o avanço da tecnologia, é perceptível que uma grande parte da população brasileira tem acesso ao seu próprio automóvel. Segundo a Constituição Federal de 1988, todo o cidadão tem o direito e ir e vir. Entretanto, nos últimos tempos, houve um acréscimo na utilização de automóveis. Por conseguinte, causando a superlotação nas cidades, dificultando a passagem dos pedestres e a própria locomoção dos veículos de transporte e também aumentado a poluição ambiental.
Outrossim, a ausência de uma estrutura adequada dos transportes públicos por meio do governo é um problema a ser apresentado. Ademais, uma pesquisa realizada pelo IBOPE, mostrou que de 100 pessoas entrevistadas, 83 cidadãos deixariam de usar o automóvel se o transporte público suprisse as suas expectativas.
Diante dos fatos mencionados, a população brasileira precisa se conscientizar através de pesquisas e de conversas, que o uso de transporte individual causa derivadas consequências ao ser humano e ao meio ambiente , assim buscando ter uma qualidade de vida melhor. O governo por meio do Ministério do Transporte, deve reformar os transportes públicos, visando proporcionar uma estrutura mais adequada e que facilite ao acesso de cada cidadão. Destarte, diminuindo a crise da mobilidade urbana. Só assim, com base na 1° Lei de Newton, esse problema sairá da inércia.