A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 12/07/2020

Na década de 50, o Brasil iniciou seu processo de industrialização, o que gerou uma forte corrente migratória do interior para as metrópoles. No entanto, estes grandes centros não possuíam  uma infraestrutura adequada para receber esses contingentes, iniciando, nessa época, os sérios problemas de mobilidade urbana vivido pelo país atualmente. Junto à isso, temos o excessivo uso de automóveis, por parte do brasileiro, além da falta de investimentos em infraestrutura e em meios de transporte coletivo.

Nos últimos anos, o governo brasileiro facilitou a liberação de créditos para o financiamento de carros, o que acarretou em um aumento nas compras de automóveis e uma diminuição do uso de transportes coletivos. Em virtude disso, houve uma ampliação no fluxo de veículos que transitam nas cidades, o que se confirma com o dado do IBGE, que informa que no Brasil há uma frota de 53 milhões de automóveis.Desse modo, o problema de engarrafamentos tem se expandido e gerado uma verdadeira crise na mobilidade urbana.

Nesse contexto, é importante salientar que a falta de financiamentos, por parte do governo brasileiro, em infraestrutura e em melhorias do transporte público têm contribuído para que os cidadãos privilegiem o transporte particular em detrimento do público. Ônibus lotados, baixa frota de transportes coletivos, poucas ciclovias, malha ferroviária e metroviária ineficiente, que atende, na grande maioria das vezes, somente as áreas dos centros, são realidades das grandes cidades brasileiras e que fazem que as pessoas optem pelo conforto e pela facilidade de ir a qualquer lugar que seus carros fornecem. Assim, a falta de transportes coletivos de qualidade, que permitam o total deslocamento do indivíduo e a ausência de investimentos em expansão de ciclovias tem colaborado para se criar o estado caótico, no qual se encontra o trânsito dos grandes núcleos.

Nota-se que a questão da mobilidade urbana é uma problemática persistente no Brasil e para que seja resolvida são necessárias ações por parte do governo Federal, Estadual e Municipal.Para isso, é necessário que o governo Federal envie investimentos para os Estados e Municípios, que precisam realizar medidas que buscam destravar o fluxo de veículos das metrópoles. Assim, esse investimentos devem ser usados na expansão da malha ferroviária e metroviária e na construção de ciclovias. Também, é preciso que o Estado realize parcerias com empresas privadas de transporte coletivo, buscando a expansão da frota e a melhoria da qualidade dos modais. Assim, será possível incentivar o cidadão a deixar seu automóvel em casa e passar a utilizar outras formas de transportes.