A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/05/2020
Com o advento da Revolução Industrial o processo de urbanização se intensificou e, com isso, o deslocamento casa - trabalho tornou-se maior. Atualmente, como consequência desse processo, os indivíduos passaram a utilizar cada vez mais seus automóveis, uma vez que os transportes coletivos e as ciclovias encontram-se em péssimas condições. Consequentemente, observa-se uma elevação nos engarrafamentos e o aumento da poluição atmosférica, logo medidas fazem-se necessárias.
Primeiramente, é válido ressaltar que o uso demasiado de automóveis intensifica a crise de mobilidade urbana. O uso do transporte coletivo reduz o número de veículos circulantes, assim como o uso de bicicletas colabora para a diminuição de gases do efeito estufa. Entretanto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 14 em cada 100 municípios possuem ciclovias e bicicletários públicos. Assim sendo, essa realidade, aliada à baixa qualidade do transporte público, acaba incentivando o uso do transporte individual.
Outrossim, a emissão de gases do efeito estufa é consequência direta da crise de mobilidade urbana. O uso e incentivo dos intermodais, como metrôs, trens de carga e bicicletas, reduz o número de veículos circulantes e, consequentemente, a emissão desses gases danosos a saúde e ao ambiente. No entanto, segundo pesquisas realizadas pelo médico e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Saldiva, até 2030, 250 mil pessoas morrerão em consequência do ar tóxico em São Paulo, caso medidas não sejam tomadas para controlar essa crise de mobilidade.
Destarte, diante do exposto, urge que medidas sejam adotadas. Logo, cabe ao Ministério da Infraestrutura, em parceria com o setor privado, ampliar a oferta no número de transporte coletivo aos municípios, visando diminuir a superlotação e o uso de transporte individual. Ademais, os municípios, junto às industrias, devem criar e aumentar o número de ciclovias, incentivando a adesão a esse meio de locomoção. Dessa forma, há de se obter uma minimização na crise da mobilidade urbana brasileira.