A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 01/05/2020

A crise dos caminhoneiros, ocorrido em 2018, evidenciou a dependência do país em relação ao transporte rodoviário em detrimento de outras formas de locomoção. Logo, gerou um acúmulo de investimento para esse tipo de transporte, o que é um problema, contribuindo com a crise da mobilidade urbana. Por consequência, não afeta só o meio ambiente mas também a saúde da população.

Por certo, o Brasil foi essencialmente rodoviarista, ao longo do século XX, deixando de lago o uso de trens, metrôs, ferrovias, hidrovias e outros. Nesse ínterim, um acréscimo de caminhões e transporte individuais é verificado nas cidades, segundo o Observatório das Metrópoles, o número de veículos registrou um crescimento de 138,6%. Além disso, o descaso com o transporte público, a ineficiência, falta de segurança e má gestão só agravam o problema.

Outrossim, a alta dos carros no perímetro urbano, além de não ser sustentável, pois a um adição de gás carbônico na atmosfera, agravando o efeito estufa, é prejudicial à saúde dos indivíduos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% dos moradores da região metropolitana de São Paulo, apresenta transtornos mentais decorrentes do ritmo acelerado da cidade e do estresse causado pelo trânsito. Portanto, fica claro que medidas devem ser tomadas urgentemente, evitando problemas piores.

Em suma, a crise da mobilidade urbana, não é novidade, por esse motivo, deve-se ampliar a efetividade dos transportes em massa e incentivo a transportes sustentáveis. Deste modo, a ampliação de faixas de ônibus, ciclovias e ciclofaixas, construções de metrôs e restrição de tráfegos e estacionamentos por parte do Poder Executivo é necessária, para que haja uma desvalorização do transporte individual e seja preferível o transporte em massa. Conseguindo assim, além da redução da crise da mobilidade uma mudança na dependência do transporte rodoviário no Brasil.