A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 26/04/2020
Ao analisar o tema sobre a crise na mobilidade urbana no Brasil, é notório que, a péssima estrutura no transporte público e a falta de vias, cliclovias, ciclofaixas, transporte fluvial, entre outros, principalmente nas metrópoles está se agravando rápido. O impacto é maior para a população das grandes cidades, que necessitam todos os dias atravessá-las para, na maioria das vezes estudar ou trabalhar.
Todos os dias milhares de pessoas saem para começar sua jornada de trabalho, sendo obrigadas a acordar horas mais cedo do que o necessário para conseguirem chegar dentro do horário, devido ao fluxo intenso de veículos, impossibilitando a facilidade de locomoção com rapidez. Atualmente, uma das cidades que mais sofrem com esse problema é São Paulo, com cerca de 12 milhões de habitantes, desses, 9 milhões usufruem do transporte público diariamente. A grande São Paulo também conta com quase 7 milhões de carros e motos individuais.
Com a imensa quantidade de automóveis nas ruas, o grande número de acidentes é notável, o estresse e a ansiedade dos motoristas acabam levando as batidas frequentes no meio dos tráfegos. Há ainda a poluição atmosférica, com a emissão de gases tóxicos dos veículos, aumentando as chances de doenças respiratórias nas pessoas gradativamente.
Logo, ações são necessárias para amenizar a problemática. O Governo federal, estadual, municipal em parceria com empresas de grande porte, poderiam trabalhar juntos para ampliar as linhas de ônibus e metrôs; diminuindo ou alterando a carga horária de trabalho da sociedade, começando mais cedo e parando mais cedo, para diminuírem o fluxo de automóveis ao mesmo tempo. Continuando nesse contexto, seria interessante o Governo investir em transportes fluviais, com o exemplo da lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte-MG, uma vez que poderiam atravessar a lagoa com balsas, e não dando a volta nela, otimizando tempo. Assim, talvez reduziria a procura pela compra de automóveis individuais, já que a possibilidade do aumento de transportes públicos e a diminuição do fluxo intenso trará benefícios a população. Com tais implantações, esse problema poderá ser uma mazela passada na história brasileira.