A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/04/2020

Segundo o Instituto de Mobilidade Urbana, o brasileiro leva em média de 3 a 4 horas por dia se deslocando de sua casa a seu trabalho. Nesse sentido, nota - se que a falta de investimento público em mobilidade urbana juntamente a escassez de empregos longe dos grandes centros é a principal causa da crise de mobilidade urbana no país.

Nesse viés, a falta de estrutura apropriada de transporte público é notável nas principais regiões metropolitanas do país, visto que, pessoas de diferentes classes sociais são obrigadas a utilizar 2 ou até 3 conduções diariamente para chegar ao trabalho. Nesse ínterim, de acordo com o IBGE em 2019, o investimento estadual em mobilidade foi 20% menor de em 2018, o que evidencia a total falta de atenção dos governantes em solucionar um problema que dificulta a locomoção diária e resulta em grande perda de qualidade de vida para muitos brasileiros.

Além disso, segundo o filósofo Luiz Pondé, desde o século passado, as grandes empresas focaram seus investimentos apenas nas capitais, deixando as regiões metropolitanas e do interior de lado. Dessa forma, é notório que a ausência de uma política estrutural de geração de empregos em regiões afastadas das capitais foi determinante para gerar essa grande crise de mobilidade no qual à população passa até 4 horas no transporte  público citada pelo Instituto de Mobilidade Urbana.

Portanto, cabe aos Governo Estaduais, por meio de parcerias público/ privadas, criarem um programa de metas de investimento privado em regiões metropolitanas e do interior do estado, com o intuito de criar formalmente vagas diretas e indiretas de empregos oferecendo isenções fiscais a empresas que destinam seus recursos nessas regiões . Logo, essa medida fará com que milhares de pessoas não tenham que se deslocar para lugares distantes, tornando o transporte público mais eficaz e menos cheio.