A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/11/2020
A crise na mobilidade urbana brasileira tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, em uma pesquisa realizada em 2016, a frota de automóveis cresceu 400% em dez anos. Logo, o aumento da frota reflete na qualidade de vida da população. A Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que cerca de 30% dos motoristas apresentam transtornos mentais decorrentes do estresse causado pelo trânsito. Nesse âmbito pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e geográficas.
Em uma primeira análise histórica, segundo o IBGE, em 60 anos, a população urbana passou de 13 milhões de habitantes para 138 milhões, um aumento de mais de 1.000%. Dessa forma, o planejamento urbano e a evolução nos meios de transporte coletivos nas cidades brasileiras não acompanharam esse rápido crescimento demográfico dos municípios. Com isso a mobilidade urbana ao longo dos anos, ganhou destaque, gerando graves problemas urbanos.
Concomitantemente, além do trânsito, há o crescimento populacional e a expansão das cidades, com áreas cada vez mais periféricas, que são negligenciadas pelo poder público em relação as politicas de mobilidade. Com o aumento dessas áreas, os indivíduos precisam se deslocar por longas distâncias, o que demanda mais veículos nas ruas. Somados aos transportes coletivos lotados, falta de planejamento urbano, mais o aumento de veículos individuais, temos o aumento de engarrafamentos, atrasos, poluição sonora e do ar.
Dessa forma, para melhorar a mobilidade urbana nos espaços públicos faz-se necessário o Governo Feral crie campanhas de conscientização ambiental e uso consciente dos automóveis, visando um maior uso de veículos considerados limpos. Aliado assim, a construção de ciclovias e ciclofaixas nas cidades brasileiras. Ademais, é preciso que o poder municipal em parceria com as empresas de transporte realize a integração dos meios de transporte através de bilhetes únicos e complementários.