A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/04/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é narrado a história de uma sociedade que carazteriza-se pela ausência de problemas. Entretanto, ao contrário da ficção, a crescente crise de mobilidade urbana vivenciada no Brasil dificulta a concretização dos planos de More, uma vez que a má estrutura dos transportes públicos e a baixa qualidade das vias de transito são barreiras que precisam ser obliteradas. Dessa forma, cabe avaliar os fatores que favorecem a pertinência desse quadro.

Em primeira análise, os transportes públicos constitui-se como a principal forma de locomoção da população, em decorrência do seu amplo acesso. Contudo, a baixa qualidade desse serviço estatal alimenta a vontade dos indivíduos de comprarem um veículo próprio. Desse modo, com o aumento exponencial do número de automóveis trafegando nas ruas, a mobilidade nas cidades brasileiras entra em crise. Sendo assim, faz-se necessário a adoção de medidas capazes de reverter esse cenário caótico.

Em segunda análise, outro fator que prejudica a movimentação nas zonas urbanas é a precária qualidade das vias de trânsito. No que tange a essa problemática, em consequência da negligência governamental as ruas, as avenidas e as rodovias federais apresentam em suas estruturas buracos e desníveis, dificultando o pleno tráfego dos automóveis públicos devido à sua péssima estrutura, o que fomenta o suo de automóveis particulares. Nessa perspectiva, será necessário a mudança de postura dos governos federais, estaduais e municipais, para que seja possível melhorar o autal panorâma da mobilidade urbana.

Logo, compete ao Ministério da Infraestrutura, por meio de verbas disponibilizadas pelo Tribunal de Contas da União e em parceria com empresas privadas, para que seja possível a reestruturação das vias de transito urbanas, visando a plena harmonia da mobilidade dos automóveis e das pessoas. Ademais, cabe aos governos municipais e estaduais aumentar e reformar as frotas de ônibus já existentes, para que seja possível ampliar a preferência das pessoas em utilizar transportes públicos, contribuindo para a melhoria da mobilidade urbana. Dessa forma, essas medidas servem para mitigar o problema supracitado, auxiliando a realização dos planos de Thomas More.